Carlos Alberto, a surpresa do São Paulo no clássico

Meia recém-contratado deve ficar pelo menos no banco contra o Corinthians, domingo, no Morumbi

Giuliano Villa Nova, O Estadao de S.Paulo

25 de janeiro de 2008 | 00h00

Há grandes chances de o meia Carlos Alberto reencontrar seu ex-clube, o Corinthians, no clássico de domingo, no Morumbi. O jogador treinou bem entre os reservas do São Paulo, no jogo-treino contra o Aviação, de Angola, ontem à tarde, no CT da Barra Funda - vitória por 3 a 0 -, e disse estar em condições de, pelo menos, ficar no banco de reservas. "Se o Muricy (Ramalho) precisar, pode contar comigo", disse Carlos Alberto. "Estou satisfeito, porque fazia algumas semanas que eu não treinava tanto tempo, e suportei bem o ritmo", comentou o jogador.O desempenho de Carlos Alberto vem surpreendendo a comissão técnica são-paulina. Inicialmente, estimava-se que ele levaria pelo menos 20 dias para estar pronto para ser relacionado. Mas, com uma semana de treinamentos físicos, já consegue acompanhar normalmente o ritmo dos companheiros. "Ele é uma boa opção. Vamos avaliar como estará sua condição física no fim da semana", observou Muricy Ramalho.A necessidade também pode levar o treinador a antecipar o aproveitamento de Carlos Alberto. No empate por 1 a 1 com o Ituano, quarta-feira, em Itu, Muricy contou apenas com o meia Hugo entre os reservas para melhorar o nível do time no segundo tempo - e, mesmo assim, não conseguiu. A rapidez e a habilidade de Carlos Alberto podem ser decisivas diante de uma defesa provavelmente bem fechada. "O Mano Menezes organiza seus times com um meio-campo e defesa compactos, ao estilo gaúcho", analisou o meia Jorge Wagner.A escalação de Aloísio ainda é incerta. O centroavante fez um teste físico, ontem, e não sentiu a lesão no púbis, que o afastou do confronto com o Ituano. Mas o jogador será reavaliado pelos médicos do clube no treino de hoje pela manhã. FAVORITO, NÃONinguém no elenco são-paulino ousa dizer que o time é favorito diante do Corinthians. Nem diante das declarações do presidente alvinegro, Andrés Sanchez, de que o time do Morumbi está à frente, pois manteve a base de 2007."Ele quer jogar a responsabilidade para cima da gente, porque uma vitória será muito importante para eles", opinou o lateral-direito Joilson, que já disputou vários clássicos no Rio, quando defendia o Botafogo. "Temos de entrar atentos e não nos influenciar por esse tipo de comentário", alertou. "Está tudo equilibrado, todos os times começaram o ano do zero", comentou o meia Souza, que evitou provocar o rival.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.