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Carlos Barbosa precisa trocar o nome de sua prova de São Silvestre

Cidade não pode mais usar o nome de seu padroeiro na corrida

Márcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

30 de dezembro de 2015 | 21h41

Famosa pelo futsal, a pequena cidade de Carlos Barbosa, encravada na Serra Gaúcha, também tem a sua corrida de São Silvestre no último dia do ano. Ou melhor: tinha. A prova que reúne pouco mais de 300 competidores perdeu seu nome original por exigência da Fundação Cásper Líbero, que detém o registro nacional da marca. A alegação é “a inequívoca exploração indevida da marca”, o que inclui “concorrência desleal”.

A prova serrana acontece todos os anos desde 1975. Foi batizada em homenagem ao santo padroeiro da comunidade rural da Linha Doze, ponto de chegada da corrida de 7km. A inscrição custa R$ 55 e dá direito a almoço: galeto, massa e salada no salão da comunidade.

Sem apelo financeiro – o prêmio principal é R$ 600 – e longe do glamour da São Silvestre paulistana, a corrida gaúcha é disputada quase exclusivamente por atletas amadores. Mas o aspecto estritamente recreativo não comoveu a Fundação Cásper Líbero, que no início do ano encaminhou ofício à prefeitura exigindo a retirada de todo o material alusivo à prova e prometendo tomar todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis se não fosse atendida.

A prefeitura passou boa parte do ano tentando negociar a manutenção do nome original. “Pediram R$ 50 mil para termos a licença de uso. Com R$ 50 mil nós organizamos dez edições”, afirmou Fabiano Taufer, secretário de Esportes da cidade.

A solução foi alterar o nome para “Rústica Carlos Barbosa”. Assim, hoje a cidade deixará de sediar pela primeira vez em 41 anos a sua São Silvestre. Mas os participantes ainda sentirão o antigo gostinho, já que o almoço está mantido no salão que fica próximo à capela de São Silvestre. O santo, ao menos, não precisou mudar de nome.

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