Carrasco Romarinho salva o Corinthians

Predestinado em jogos contra o Palmeiras, atacante esbanja confiança e faz o gol de empate no clássico

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h03

Se o clássico é contra o Palmeiras, ele vira um gigante. Romarinho só entrou no jogo aos 14 minutos do segundo tempo. E foi como se o Corinthians, um time então lento e entregue, num truque de mágica se transformasse numa equipe rápida e perigosa.

Dois minutos em campo foram suficiente para que Prass ficasse esperto com Romarinho, que acabara de encher o pé, mandando uma bola pegando fogo no peito do goleiro palmeirense.

Romarinho virou meia de criação, mas também caiu pelos lados do campo. Com o moral do tamanho da torcida que lotou o Pacaembu, teve calma suficiente até para adiantar (até demais) a bola antes de chutar, de chapa, no campo direito de Prass.

"Nos clássicos, jogos grandes, a motivação é maior, a minha é jogar contra o Palmeiras, tenho essa estrela e espero continuar assim", disse ele, que virou reserva quando Tite decidiu pôr em campo o time campeão mundial.

Essa "estrela" contra o rival tem fundamento. Foi seu nono gol pelo Corinthians e nada menos que quatro em cima do Palmeiras, rival que ele enfrentou apenas três vezes.

As entradas de Romarinho, de Pato e de Renato Augusto mudaram o curso do jogo e foram peças-chave para o Corinthians conseguir o empate por 2 a 2 e por pouco uma virada.

"Quem começa no banco também tem sua parcela de contribuição. Hoje (ontem) foi isso, aqui o Tite prega que não são só os 11 que jogam", afirmou o herói corintiano.

Romarinho tem noção de que será muito difícil que ele tome a posição de Emerson Sheik, Guerrero, que jogou mal ontem, e deixe Pato no banco de reservas, mas sabe que pode continuar sendo fundamental ao time mesmo entrando no segundo tempo, como ontem e na final da Libertadores contra o Boca Juniors.

"A coerência é acompanhar a sequência de jogos de cada um", disse Tite. "A coerência é ver que a equipe retomou (o ano) atrasada em relação às demais, e que ela não tem o mesmo ritmo."

Essa foi um das justificativas dadas por Tite para explicar o empate contra um rival que, em tese, estava por baixo após a queda para a Série B.

O técnico, que por causa do título mundial demorou para por os titulares em campo, disse que o time ainda tem dificuldade em mostrar o padrão de jogo que o levou às glorias em 2012.

Essa demora para ajustar a equipe, segundo ele, deixou o Corinthians à mercê dos contra-ataques do Palmeiras - e diga-se, o time também já tinha se mostrado vulnerável contra o São Caetano, também num empate por 2 a 2. "Tivemos 30 minutos iniciais muito bons, tomamos o gol e sentimos, o Palmeiras cresceu", afirmou Tite. "No geral, gostei da equipe, mereceu o empate."

Apesar do novo empate, o técnico não deu sinais que irá mudar a formação no jogo de quarta-feira na estreia na Libertadores, contra o San Jose, na Bolívia.

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