Carros ''sambam'' na pista e grid é adiado para hoje

Pouca aderência na reta do sambódromo faz treino de largada ser transferido para hoje, às 8h25, após os reparos na pista

Wilson Baldini Jr. E Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

Elogiado pelos pilotos, o trabalho da organização do GP de São Paulo falhou num quesito importante. A total falta de aderência na reta do sambódromo, que fez os bólidos "sambarem" literalmente nos treinos de ontem, no Anhembi, obrigou a direção da prova a transferir o treino classificatório para hoje, às 8h25, por segurança. A largada segue prevista para as 13 horas.

O circuito nas ruas da maior cidade da América do Sul, construído em apenas quatro meses, trouxe uma série de surpresas em seus 4.180 metros. Além da pista escorregadia, o excesso de ondulações, principalmente nas retas da Marginal - a maior da categoria, com 1,5 km - e na Av. Olavo Fontoura, deu muito trabalho aos pilotos e suas equipes.

A direção prometeu fazer alterações na noite de ontem para a corrida. Seriam feitos furos na pista para aumentar a aderência. "Estamos refazendo o pavimento e embrutecendo o concreto. O objetivo é fazer com que a superfície fique mais abrasiva", declarou Marcos Penido, secretário adjunto de Infraestrutura. "Trouxemos o Roger Penske para avaliar e ele aprovou."

A torcida no Anhembi é para que não chova hoje. "Se houver chuva, ficará muito perigoso", disse Tony Kanaan, da equipe Andretti. "Não quero nem pensar em chuva amanhã (hoje). A pista está muito suja e ondulada. Teremos muito trabalho para acertar o carro e poder, então, acelerar forte na reta do sambódromo."

O piloto, porém, tentou minimizar as dificuldades. "Esses problemas são comuns em pista de rua. Ainda mais em um circuito feito em quatro meses", disse Kanaan. Segundo o brasileiro, seria necessário "lixar" alguns pontos para que a suspensão dos carros não fosse tão prejudicada.

Hélio Castroneves, da Penske, classificou a pista como "desafiadora" e apontou o concreto na reta do sambódromo como o único problema. "Fora isso, teremos vários pontos de ultrapassagem e uma disputa enorme."

O escocês Dario Franchitti, da Ganassi, pensa de outra forma. O atual campeão acha difícil resolver os problemas até a corrida. "As ondulações e a falta de aderência são muito grandes."

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