Cartolas admitem que mídia prejudicou a Inglaterra

A direção da Fifa optou por atacar a liberdade de imprensa. Antes da votação, em uma sala fechada, o presidente Joseph Blatter fez um apelo aos membros do Comitê Executivo: "Os demônios da imprensa precisam ser evitados."

, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

Um dia após a polêmica escolha por Rússia e Catar, dirigentes admitiram que a decisão da entidade de não apoiar a Inglaterra para 2018 teve relação com as reportagens da imprensa britânica que revelavam episódios de corrupção. O cipriota Marios Lefkaritis foi claro. "Definitivamente, isso (as reportagens) pesou", afirmou. O japonês Junji Ogura confirmou. "A reação do Comitê foi negativa."

A campanha inglesa saiu ao ataque. O presidente da candidatura, Andy Anson, insinuou que Blatter optou por levar a Copa a lugares onde a liberdade de imprensa não existe e, portanto, a reputação da Fifa não corre riscos.

Os ingleses também estavam inconformados por terem recebido apenas um voto (esperavam ter seis) e acusaram membros da Fifa de terem violado as próprias promessas. O primeiro-ministro David Cameron, o príncipe William e David Beckham passaram três dias em Zurique negociando. Um dos que quebraram a promessa foi o turco Senes Erzik, que votou nos russos.

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