Andre Lessa/AE
Andre Lessa/AE

Cartolas estão preocupados com futuro de Rogério Ceni

Após a falha grotesca do goleiro, o sentimento entre a cúpula do time é de dúvida: Ceni vai se recuperar em campo?

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h06

Por seis meses, a volta de Rogério Ceni aos gramados foi um dos momentos mais aguardados pelos são-paulinos em 2012. Não à toa, seu retorno, contra o Flamengo, levou mais de 40 mil torcedores ao Morumbi.

Pois agora, depois de três partidas - com três derrotas -, algumas falhas e um lance bizarro e impensável de ser protagonizado pelo capitão são-paulino há alguns anos, já se discute no Morumbi a situação do maior ídolo do time tricolor.

Ontem, um dia depois da derrota para o Náutico com a grande falha de Rogério na saída de gol, o sentimento entre cartolas no Morumbi era uma mistura de tristeza e dúvida. Tristeza por ver o ídolo em má fase, num time em má fase.

"Quando a fase é ruim até o Rogério está indo mal", disse um conselheiro ao Estado, que pediu para não ser identificado.

Mas o problema, de fato, vem com o outro sentimento entre os são-paulinos: a dúvida. No caso, a de saber se Rogério terá condições de, aos 39 anos, se recuperar em campo e poderá ajudar o time, ou ao menos evitar que as falhas aconteçam.

Publicamente, a diretoria do São Paulo deixa Rogério à vontade para decidir o momento de parar. "Com relação a isso estamos bastante tranquilos. Essa é uma decisão do Rogério", chegou a dizer o vice de futebol, João Paulo Jesus Lopes, ainda no período em que o capitão se recuperava da cirurgia no ombro direito e se preparava para estrear na temporada.

O contrato do goleiro vai até o final deste ano e a diretoria deixa aberta a possibilidade de uma renovação para pelo menos mais uma temporada.

Rogério já declarou que sua aposentadoria está condicionada à manutenção de boas performances em campo e também ao São Paulo montar equipes em condições de disputar títulos - o sonho do capitão do time é encerrar a carreira após disputar mais uma vez a Taça Libertadores, no ano que vem.

Liderança. Com ou sem falhas em campo, a diretoria do São Paulo acredita que não pode abrir mão de Rogério no elenco. A falta de um líder, tanto durante as partidas como fora do campo, foi um dos problemas identificados como mais graves e fundamentais para a eliminação do clube na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, no primeiro semestre da temporada.

A volta do veterano foi muito comemorada por seus companheiros, sobretudo pelos mais pressionados, como Luis Fabiano, que sempre se queixou da ausência de outros com quem dividir responsabilidades. / P.G.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.