Aaron Favila / AP
Aaron Favila / AP

CAS abre processo para investigar caso de doping com atleta russo do curling

Problema põe em xeque o processo de seleção do COI de quais competidores do país poderiam estar na Olimpíada

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2018 | 10h58

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira, por meio de um comunicado, que abriu um procedimento de investigação de um caso de doping envolvendo o russo Alexander Krushelnitsky, que conquistou a medalha de bronze na prova das duplas mistas do curling junto com a sua mulher, Anastasia Bryzgalova, durante esta edição dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

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Com a Rússia proibida de competir nesta Olimpíada de 2018 sob a sua bandeira por causa do enorme escândalo de dopagem durante a edição passada da competição, em Sochi-2014, Krushelnitsky e Bryzgalova estão entre os 168 atletas russos que participam do grande evento sul-coreano defendendo uma bandeira neutra e sem poderem usar uniformes contendo o nome ou as cores da nação.

Mark Adams, porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), ressaltou que um resultado positivo de doping da amostra B (contraprova) no exame de Krushelnitsky impedirá a delegação da Rússia de desfilar com a bandeira do país na cerimônia de encerramento dos Jogos, no próximo domingo.

O representante do COI confirmou que o resultado positivo para uso de uma substância proibida no exame antidoping de Krushelnitsky e advertiu que o fato poderá provocar "consequências" na avaliação da conduta na delegação de atletas russos que competem na Coreia do Sul.

Por causa do envolvimento da Rússia com um grande esquema ilegal de dopagem, vários atletas favoritos à conquista de medalhas foram proibidos de disputar esta edição dos Jogos de Inverno e outros tiveram de passar por exames adicionais para eliminar ou não a suspeita de que haviam consumido substâncias que melhoraram o desempenho esportivo.

Integrantes da seleção russa de curling afirmaram um treinador havia lhes informado que Krushelnitsky teria testado positivo para o uso de meldonium, mesma substância cuja utilização provocou recentemente uma suspensão de 15 meses à tenista russa Maria Sharapova, flagrada em exame realizado no Aberto da Austrália de 2016. Capitã da equipe feminina russa desta modalidade dos Jogos de Inverno, Viktoria Moiseeva informou que o treinador deu esta notícia no domingo à noite.

Dmitry Svishchev, presidente da Federação Russa de Curling, disse que um exame antidoping realizado por Krushelnitsky deu resultado negativo em 22 de janeiro, um dia antes de o atleta retornar ao Japão, onde treinou para esta edição da Olimpíada.

O caso envolvendo Krushelnitsky, que deixou a Vila Olímpica de Pyeongchang, também coloca em xeque o processo de elegibilidade do COI, pois a entidade havia liberado o atleta para competir entre os 168 russos convidados para o grande evento sob a condição de utilizarem bandeiras neutras.

O resultado da contraprova do exame de Krushelnitsky deverá ser conhecido em até 24 horas após a revelação do caso. Na nota oficial que soltou nesta segunda-feira, porém, a CAS informou que "nenhuma data de audiência foi fixada ainda e nenhuma informação adicional será fornecida neste momento".

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