Douglas DeFelice / USA Today Sports
Douglas DeFelice / USA Today Sports

Casa predileta do Super Bowl, Miami recebe a disputa pela 11ª vez

Cidade da Flórida se isola como a que tem o maior número de decisões na história da NFL

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Miami, O Estado de S. Paulo

02 de fevereiro de 2020 | 04h30

Miami está fervendo para receber o Super Bowl pela 11ª vez, hoje, quando vão se enfrentar San Francisco 49ers e Kansas City Chiefs. Os símbolos das duas equipes e fotos de seus principais jogadores estão espalhados pela cidade em postes, cartazes e nas portas dos mais variados estabelecimentos.

Miami se torna hoje a cidade que mais sediou o Super Bowl, que está na sua 54ª edição. Vai de descolar de Nova Orleans, que teve o evento 10 vezes.

Segundo as autoridades, Miami vai recepcionar cerca de 200 mil passageiros extras somente em seu aeroporto internacional nesta semana por causa do maior evento esportivo dos Estados Unidos. Torcedores das duas equipes se misturam em um ambiente amistoso pela ruas, pelo menos até agora.

A orla em South Beach está lotada pelos turistas e também pela imprensa, que concentra seus programas feitos à beira-mar e que causam grande interesse pelo público por causa do grande número de celebridades. Inúmeras festas são feitas à noite com o Super Bowl como motivo principal.

Hector Llevat, chefe da polícia de Miami, revelou que três mil policiais estarão envolvidos na segurança dos jogadores, da torcida e da população da cidade. Todo este efetivo tem o apoio do Serviço Secreto dos Estados Unidos, que trabalha no Super Bowl desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

A escolha frequente por Miami para ser sede do Super Bowl tem dois motivos em especial. Primeiro: a temperatura agradável em pleno inverno norte-americano. A previsão é de tempo bom, sol e temperatura próxima aos 25 graus C às 18h30 (20h30, horário de Brasília) de domingo, horário do início do jogo. Segundo: o grande interesse dos turistas pela cidade, o que garante um aumento de consumo de centenas de milhões de dólares.

Sede do Superbowl 23, 29, 33, 41 e 44, o Hard Rock Stadium sofreu ampla reforma para poder receber San Francisco 49ers x Kansas City Chiefs. Foram gastos US$ 550 milhões (cerca de US$ 2,5 bilhões) para tornar a arena uma das mais modernas do mundo. Além de novos assentos (dignos de salas de cinema mais luxuosas), suítes, banheiros, pontes, túneis, cerca de 92% dos 65 mil espectadores poderão acompanhar o jogo sem medo de se molhar com a chuva ou se queimar com o sol.

“Este talvez seja o único lugar no mundo em que você possa ver em ação Patrick Mahomes (quarterback do Kansas City), Serena Williams (tenista), Lionel Messi (jogador do Barcelona) e Jay-Z(cantor) no mesmo local”, disse Tom Garfinkel, presidente e CEO dos Miami Dolphins, equipe que joga a temporada da NFL no estádio.

Muitas festas foram organizadas pelos bares e hotéis. Tudo regado a muita música latina e bebida. Impressionou a quantidade de caminhões que estacionaram nas ruas próximas à orla para descarregar uma quantidade absurda de alimentos e bebidas para abastecer os estabelecimentos comerciais.

Para aumentar ainda mais o interesse do público, todos os canais de esporte dos Estados Unidos armaram tendas na praia, onde transmitiram diariamente vários programas ao vivo de entrevistas, com a presença de grandes jogadores do passado, além de atletas famosos de outras modalidades.

O fato que chamou à atenção foi a convivência tranquila entre os torcedores dos dois times. Segundo policiais postados na orla, os problemas registrados foram mais pelo excesso de bebida do que pela rivalidade das equipes.

O trânsito nesta região está bastante congestionado e a previsão da polícia é que um trajeto de aproximadamente 15 quilômetros deverá consumir até 2h30 de carro.

Nos pontos de maior aglomeração é possível ver a utilização de drones por parte da polícia local. Todos os carros que forem entrar nos estacionamentos do Hard Rock Stadium deverão ser submetidos a um rigoroso sistema de segurança.

Cachorros policiais vão farejar a procura de drogas e bombas. Os 65 mil espectadores, incluindo imprensa, patrocinadores e convidados também passarão por detectores de metais.

* Repórter viajou aos EUA a convite da ESPN, transmissora oficial da NFL

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