Casemiro deixa marra de lado e ganha espaço

Comprometido com o time e mais maduro, volante arranca elogios do técnico Leão e de colegas do São Paulo

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h05

Para poupar Wellington no último jogo, Casemiro foi recuado para a posição de primeiro volante, função que ele não exercia havia tempo. O camisa 28, porém, não se intimidou e liderou o meio-campo. A improvisação foi uma mostra de confiança do técnico Emerson Leão no garoto, que em 2012 promete deixar para trás a fama de marrento.

Casemiro completa apenas 20 anos no próximo dia 23, mas teve de provar seu amadurecimento nos últimos meses. Dedicado nos treinos e exibindo comportamento mais sério, tem arrancado elogios do treinador e dos companheiros. "O Casemiro tem mostrado nos treinos o quanto vai nos ajudar", disse Rhodolfo.

Mas é em campo que ele tem feito a diferença. Começou o ano na reserva, um pouco deslocado dentro do grupo, e não faltaram boatos de que seria negociado pelo clube. As poucas chances que tem recebido durante as partidas, porém, o volante tem aproveitado como poucos.

Para seu azar, no entanto, as duas partidas em que entrou como titular (contra Guarani e Comercial), o time decepcionou e empatou por 1 a 1 em pleno Morumbi. Hoje, tem a chance de mostrar que sua parte, pelo menos, vem fazendo.

Participativo, Casemiro tem aprimorado a marcação e voltou a mostrar boa saída de jogo. Seus lançamentos, especialmente para Lucas, viraram uma arma poderosa para o ataque.

"Uma coisa muito boa do Casemiro para este ano é que ele voltou com muita vontade, inspiração. E aprendeu a escutar", afirma Leão. "O Casemiro voltou bem, está de bem com a vida e com a profissão dele, o que é mais importante do que qualquer outra coisa. Ele está entendendo e aceitando porque sabe que falamos a verdade."

A atitude é bem distinta da mostrada no ano passado. Os problemas começaram após Casemiro ter brilhado pela seleção brasileira sub-20 na conquista do Sul-Americano, em janeiro. No retorno ao Morumbi, cobrou publicamente um novo contrato e aumento salarial.

Suas declarações irritaram a diretoria e culminaram com a decisão do então técnico Paulo César Carpegiani de colocá-lo no banco. Em grande fase, porém, não demorou a voltar para o time titular. Chegou até mesmo a ser convocado por Mano Menezes para a seleção principal.

Com Adilson Batista, após uma sequência de tropeços, o garoto novamente foi acusado de falta de comprometimento e voltou à reserva. Desta vez, porém, a fase em campo já não era tão boa e ele ganhou poucas chances até o fim do ano.

Começou tão em baixa esta temporada que, de cara, perdeu a camisa 8 para Fabrício. Enquanto o novo dono nem estreou, o agora camisa 28 superou a concorrência com Denilson e já vira uma peça fundamental no time de Emerson Leão.

Queda de produção. Leão afirma que, além da volta de Wellington, outras mudanças podem surgir na equipe. O principal candidato a perder a vaga no time titular é Maicon, que contra o Comercial fez sua pior partida até agora pelo São Paulo. Ele, que vinha entrando bem no decorrer dos jogos, não acompanhou o ritmo da partida e saiu bastante cansado no intervalo.

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