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Caso de doping agita vôlei brasileiro

O técnico Bernardinho apelou para a teoria da conspiração para explicar o fato de o doping da jogadora Estefânia, por maconha, só ter sido divulgado agora, quatro meses após a realização do exame, justamente quando seu time, o Rexona-Ades, disputa o playoff semifinal da Superliga Feminina de Vôlei. "Pena que essas maldades atinjam outras pessoas antes de chegar a mim", disse o treinador, nesta sexta-feira, no Rio.O antidoping positivo de Estefânia, acobertado pela atleta, o clube - incluindo aí o próprio Bernardinho -, a Federação de Vôlei do Rio e a Confederação Brasileira de Vôlei, foi divulgado nesta sexta-feira pelos jornais O Globo e Diário de São Paulo.Bernardinho contou que o resultado positivo foi fruto de "um erro infantil" da atleta, que tem 33 anos, e revelou que o clube não divulgou o doping para evitar desgaste na imagem de uma jogadora "simples, que não é nenhum ícone nacional?. ?Ela cometeu um erro, pagou e ponto final", afirmou o treinador, referindo-se à suspensão que Estefânia cumpriu.O exame antidoping foi realizado no dia 31 de outubro de 2004, após o jogo da final do Campeonato Estadual do Rio, entre Rexona e Oi Campos. Após conhecer o resultado positivo para maconha, Estefânia não quis fazer a contraprova, admitiu a culpa e cumpriu a punição, uma suspensão por 60 dias, comunicada ao clube e à jogadora no dia 28 de janeiro, por uma nota oficial (reservada) da Federação de Vôlei do Rio. Estefânia fez doações em dinheiro a entidades assistenciais e teve a pena reduzida em 20 dias - ficou fora de oito jogos da Superliga. "Parte da imprensa não gosta de mim, já fizeram maldades na época da Érika. A imprensa também deveria fazer antidoping. Tem muito jornalista que não passaria em exame antidoping", insistiu Bernardinho, dizendo que "inimigos vem de todo o lado".Bernardinho acha estranho que a imprensa tenha sido informada sobre o doping de Estefânia quando o seu time disputa a fase decisiva da Superliga. O fato é que esse caso foi ocultado para não chegar à imprensa, o que gera ainda mais especulações sobre comentários de que o vôlei esconde casos de doping.Nesta sexta-feira, Estefânia falou muito rápido, saindo da quadra após o treino, a caminho do vestiário. "Eu errei, já cumpri minha pena e agora isso é passado e quero saber de jogar vôlei", avisou a jogadora, sem medo de ver sua carreira atrapalhada pela divulgação do doping. ?Acho que não, a vida segue em frente." O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ari Graça, explicou que o problema era da Federação do Rio. "O importante é levar ao tribunal. A jogadora foi a julgamento e cumpriu a punição. Estão fazendo de uma gota d?água um maremoto." O segundo jogo da série melhor-de-cinco do playoff semifinal entre o Rexona-Ades e o Oi Campos será neste sábado, às 13 horas, no ginásio do Tijuca, no Rio - com transmissão da SporTV. Campos vence a série por 1 a 0.

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