Karim Jaafar/Al-Watan Doha/AFP
Karim Jaafar/Al-Watan Doha/AFP

Catar é primeiro não europeu na final do Mundial de Handebol

Com arbitragem polêmica e grande atuação do goleiro bósnio naturalizado catari Saric, donos da casa fazem história

Vítor Marques - Enviado especial a Lusail, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2015 | 15h17

Pela primeira vez uma seleção não europeia irá disputar a final do Mundial de Handebol, torneio cuja primeira edição foi disputada em 1938. O Catar derrotou a Polônia por 31 a 29 nas semifinais nesta sexta-feira e alcançou o feito inédito. O adversário da decisão sairá do confronto entre Espanha x França.

O resultado obtido nesta sexta-feira é histórico, mas a seleção do Catar é a mais ''internacional'' de todas. Nove dos 16 atletas que disputam a competição são jogadores naturalizados. Quem decide os jogos são eles. Um em especial: o goleiro Saric, bósnio que atua no Barcelona. Nesta sexta-feira, ele teve outra atuação impecável e foi eleito o melhor da partida.

A arena em Lusail é outro ponto a favor do Catar. Há até torcedores de outros países que são pagos para torcer pela seleção catari. Já os poloneses, em sua minoria, foram colocados num dos lugares mais altos do ginásio.

A arbitragem, mais uma vez, foi polêmica. Os poloneses reclamaram do excesso de rigor na punição das faltas a favor do Catar: três jogadores da Polônia foram suspensos por dois minutos só na primeira metade do primeiro tempo. A dupla de árbitros era da Sérvia.

Houve mais protestos quando, em um lance de ataque, o polonês Bielecki foi parado em jogada forte a ponto de ficar sem os óculos especiais que usa por causa de um problema no olho esquerdo.

O jogo continuou e, no contra-ataque, o Catar fez um gol, consolidando uma reação. A Polônia, que começou melhor o jogo, terminou a primeira etapa perdendo por três gols de diferença: 16 a 13.

Valero Ribera, técnico do Catar, ajustou a equipe depois que pediu tempo no pior momento de sua equipe na etapa inicial. A seleção catari, que tinha dificuldade de passar pela marcação adversária, passou a jogar pelas pontas.

O Catar começou o segundo tempo em ritmo alto, defendia bem e mostrava força no ataque, algo que tem sido uma marca da equipe de Ribera. A Polônia reagiu, mas jamais chegou a empatar o jogo. Espanha ou França terá um adversário mais que complicado na final que será disputada domingo.

*O repórter viajou ao Mundial a convite da FederaçãoInternacional de Handebol.

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