Catar quer ser sede olímpica, mas sofre para ir ao pódio

País obteve a primeira medalha olímpica só em Londres: um bronze no tiro

AE, Agência Estado

31 de julho de 2012 | 15h28

O Catar conta com o segundo maior PIB per capita do mundo, a menor taxa de desemprego, a terceira maior reserva de gás natural e taxas de investimento superiores a 27,8% do PIB. Apesar dos indicadores econômicos favoráveis e das pretensões em investir no setor esportivo, o país tem quase nenhuma tradição olímpica. Em Londres, conseguiu nesta terça-feira a sua primeira medalha, um bronze no tiro.

O responsável pelo pódio catariano em Londres foi o atirador Nasser Al-Attiya, que foi superado pelos atletas dos Estados Unidos e da Dinamarca na final do skeet. O cenário atual, com a medalha de bronze, se iguala aos dois melhores desempenhos do Catar em Jogos Olímpicos: o primeiro bronze foi conquistado em Barcelona/1992, no atletismo; e o segundo, em Sydney/2000, no levantamento de peso.

Além dessas, o Catar disputou outras cinco olimpíadas, mas não conseguiu medalha em nenhuma delas. Mas, mesmo com a inexpressividade dos resultados, o país não poupa investimentos em infraestrutura e vem apresentando nos últimos anos candidatura para sediar os principais eventos esportivos mundiais.

O xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, que governa o país desde 2001, foi bem-sucedido em transformar o Catar na sede para a Copa do Mundo de 2022. Por outro lado, as tentativas de levar os Jogos Olímpicos à capital Doha não têm se mostrado efetivas.

Na votação que decidiu pelo Rio como sede da Olimpíada de 2016, o Catar inscreveu Doha, mas não conseguiu estar entre as quatro finalistas. A cidade foi desclassificada novamente no início do processo de escolha para a sede da Olimpíada de 2020, que será definida no ano que vem.

A falta de tradição esportiva, no entanto, não é o único empecilho às candidaturas catarianas. O próprio clima da península pode ser o maior inimigo das pretensões olímpicas do Catar.

Como a maior parte da geografia do país é constituída por terras desérticas, o calor é muito intenso nesta época do ano. Entre junho e agosto, as temperaturas máximas chegam a atingir 41°C, o que torna inviáveis as competições esportivas ao ar livre. Por sua vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reluta em mudar a data das competições para um período em que o calor seja mais ameno no Catar.

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