Catorze dos 31 novos casos de doping em Pequim-2008 são da Rússia

A especulação sobre a possibilidade de um forte impacto sobre a Rússia na descoberta de 31 novos casos de doping nos Jogos de Pequim, em 2008, não era à toa. Nesta terça-feira, o Comitê Olímpico da Rússia informou ter sido comunicado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) que 14 desses resultados positivos para substâncias proibidas são de atletas russos.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

24 de maio de 2016 | 15h07

Quando a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) divulgou, na semana passada, que a reanálise de 454 exames identificou doping de 31 atletas, ela apenas informou que eles representavam 12 países, em seis modalidades esportivas. Não detalhou nomes ou nacionalidades.

Agora, a Rússia admite que quase metade desses casos são de seus atletas. A agência de notícias estatal russa TASS revelou um nome nesta terça-feira: Anna Chicherova, medalhista de bronze no salto em altura. O técnico pessoal dela, Yevgeny Zagorulko, admitiu que a saltadora foi informada do doping.

"Há três dias, ela recebeu o comunicado de que o exame feito na Olimpíada de Pequim deu resultado positivo após uma reanálise e então ela me ligou", contou o treinador. Chicherova é um dos grandes nomes do atletismo russo, campeã olímpica em Londres-2012 e medalhista de todos os cinco Mundiais realizados entre 2007 e 2011, tendo sido bronze em Pequim, no ano passado.

Chiverova, por enquanto, está fora dos Jogos Olímpicos do Rio, uma vez que todo o atletismo russo está suspenso exatamente por conta do doping sistêmico. Os novos casos, que devem ser nomeados nos próximos dias, após a análise das amostras B, devem reforçar a pressão contra a Rússia. A decisão da IAAF será tomada em 17 de junho.

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