'Cavadinha' foi criada por checo em 1976'Cavadinha' foi criada por checo em 1976

PARA LEMBRAR

, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Neymar não tem o apelido de louco, como Abreu, e ainda não teve o mesmo brilho nos gramados que Djalminha, mas imita os dois na hora de bater pênaltis. A tal cavadinha, condenada por muita gente, foi criada por Antonín Panenka, em 1976. E começou com sucesso.

Atleta da seleção da Checoslováquia, Panenka mostrou o novo estilo ao mundo na decisão da Eurocopa de 1976. Após empate com a Alemanha Ocidental, o campeão sairia nos pênaltis. Panenka foi o último a cobrar ? e inovou na hora de bater, para assombro dos torcedores. Título e festa dos checos.

São poucos os que arriscam uma cobrança com o estilo imortalizado por Panenka. Demorou para que alguém repetisse tal ousadia. No Brasil, Djalminha foi um dos pioneiros ? ou, ao menos, um dos mais conhecidos pela "cavadinha". O ex-jogador de Guarani e Palmeiras, entre outros, dificilmente errava tal cobrança.

Até o francês Zinedine Zidane ficou marcado pelo estilo. Na final da Copa do Mundo de 2006, ele não só desferiu uma cabeçada no italiano Materazzi, mas também deu susto em todos os torcedores por sua perfeita cobrança de penalidade com cavadinha.

No Mundial da África, a ousadia ficou por conta de Loco Abreu. O uruguaio bateu o pênalti decisivo que colocou o Uruguai nas semifinais. Antes, ele já havia dado o título carioca ao Botafogo com uma cobrança parecida contra o Flamengo.

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