Cavalos atingem 50 km/h no pólo hípico

Quem marca o gol e leva a fama é o cavaleiro, mas é o cavalo a peça mais importante do pólo hípico. Quem for à Sociedade Hípica Paulista, sábado, assistir ao jogo Brasil x Argentina, vai ver, de cara, um campo gigantesco, quatro a cinco vezes maior que um campo de futebol. ?A característica que mais chama atenção no esporte é a extrema velocidade?, diz o presidente da Federação Paulista de Pólo, José Eduardo Kalil. Quatro cavaleiros de cada lado tentam acertar a bola (de cerca de 11 centímetros de diâmetro, 200 gramas), com um taco de madeira, entre as duas traves nos dois extremos do campo. Os cavalos, protegidos para se defender das tacadas, correm de um lado para outro, há mais de 50 km/h. ?Eles não agüentam muito, claro, e têm de ser substituídos?, conta Kalil.A cada tempo (são seis de 7 minutos cada), os competidores têm de trocar de animal. As partidas costumam ter placares altos, dez, onze gols de cada lado, e os lances são muito disputados. A violência é uma marca do esporte. ?Já ocorreram vários acidentes fatais no pólo. Não é raro atleta sair com perna ou braço quebrado?, diz o dirigente. A violência faz parte do pólo, mas os juízes tentam conter os abusos. Três árbitros acompanham a partida, um fora e dois, montados à cavalo, dentro de campo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.