CBB cria preparação integrada para a base

O Brasil conseguiu vaga para todos os torneios de base do calendário internacional de 2011: disputará Sul-americanos, Copas Américas e Mundiais, do sub-15 ao sub-19. E, com a intenção de preparar meninos e meninas para estes desafios, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) decidiu criar as seleções de desenvolvimento.

, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2011 | 00h00

Com núcleos em São Sebastião do Paraíso (MG) para o masculino e Jundiaí (SP) para o feminino, estas seleções vão reunir 15 jogadores de cada categoria. Todos vão se dedicar exclusivamente à preparação nacional - e aos estudos, claro - de fevereiro a julho.

Rubén Magnano vai se mudar para a cidade mineira para acompanhar de perto o trabalho que considera "piloto e inédito", embora o chefe da operação seja o técnico José Alves Neto - auxiliar do argentino na equipe adulta, ele treinará a equipe sub-19. "Vamos trabalhar a parte física, técnica, tática e psicológica. Também teremos competição, jogos dentro e fora do País, o que é muito importante. E vamos esperar as respostas que serão dadas no caminho."

A principal data no calendário brasileiro é destinada às equipes sub-19, das quais devem sair nomes que representarão o Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016. Em julho, os garotos jogam o Mundial da Letônia e as garotas, o do Chile. "Mas temos que ser bem claros: este não é um trabalho específico para o Mundial da Letônia", destaca Magnano. "Teremos meninos de 15 a 18 anos."

O mesmo ocorrerá no feminino. O técnico Luiz Cláudio Tarallo ficará à frente do projeto, no interior paulista, e também comandará o time no Mundial do Chile. Mas, ao contrário do que vem sendo feito entre os homens, o técnico da seleção principal - o recém-nomeado Ênio Vecchi - não terá papel fundamental nas diretrizes para a base. Apesar de ter, entre suas atribuições, o acompanhamento de novas jogadoras, a presença mais constante entre as várias categorias será mesmo a de Hortência Marcari, diretora da CBB.

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