CBDA lança projeto para Atenas

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) vai poder investir este ano R$ 4,7 milhões no início de uma nova fase da preparação de atletas de saltos ornamentais, natação, pólo aquático e natação sincronizada para os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Isso só será possível graças ao convênio assinado nesta quinta-feira com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, num evento concorrido, no centro do Rio.Os Correios vão doar R$ 3,5 milhões para o projeto. O restante da verba virá do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, anunciou que vários atletas receberão ajuda de custo durante todo o ano. A intenção é levar equipes de pólo, nado sincronizado e saltos à fase final da competição em Atenas. A esperança de medalhas olímpicas recairá, mais uma vez, sobre a natação. A extensão do Projeto Correios Olimpíada para 2003 e 2004 dependerá da vontade política do novo governo federal, a partir das eleições do final deste ano.Muito entusiasmado, Coaracy Nunes apresentou novos convênios assinados pela CBDA. Um deles, com a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), diz respeito à construção de um centro de saltos ornamentais no Parque Aquático Júlio Delamare, no Complexo do Maracanã. Será equipado com duas camas elásticas, dois trampolins no seco e uma pista acrobática de 15 metros. A obra deve estar concluída em 20 de maio.Um acordo com o Colégio Militar do Rio vai permitir a inauguração de um centro de excelência de nado sincronizado. Também estará pronto ainda no primeiro semestre de 2002. Já na Base Aérea do Galeão funcionará outro centro, de pólo aquático. A piscina, no Galeão, vai estar à disposição dos atletas em 22 de maio. "Estamos em negociação com a Escola Naval para obter um espaço nobre à natação, o que deve ser concretizado nos próximos dias", disse Coaracy Nunes, assessorado pelos supervisores de cada modalidade da CBDA.O projeto com os Correios dará oportunidade de maior integração entre atletas brasileiros e estrangeiros. O intercâmbio será reforçado, com a promoção, no Brasil, de competições internacionais. Novas clínicas de técnicos, de arbitragem e de "futuros campeões" serão criadas. "Não podemos cobrar dos atletas medalhas olímpicas, ninguém tem a obrigação de conquistá-las, mas sim de fazer o máximo para obtê-las", explicou o presidente da CBDA.O medalhista olímpico Gustavo Borges será o âncora do projeto.

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