CBDA não aceita decisão da Justiça

Assim que for notificada, o que deve acontecer nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) vai recorrer contra a decisão da juíza da 26ª Vara Cível do Rio, Miriam Castro Neves, que obrigou a entidade a aceitar a inscrição da nadadora Laura Azevedo, suspensa por doping, para a disputa do Troféu José Finkel, seletiva olímpica prevista para o fim de setembro. O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, disse estar convicto do resultado positivo do exame da atleta para as substâncias anabolizantes metiltestosterona, estanozolol e nortestoterona, realizado em maio e, por isso, dará prosseguimento à briga judicial. Desde o anúncio do resultado positivo, Laura, que mora, estuda e treina nos Estados Unidos, vem realizando sucessivos exames na tentativa de provar sua inocência. Em um deles, constatou-se, inclusive, que o DNA presente em sua urina não seria o seu, ou estaria misturado com o de outra pessoa. ?Foi uma semana horrível porque cogitou-se até a hipótese de Laura ter sido trocada na maternidade, já que o DNA não era o mesmo do nosso", contou Margareth Azevedo. ?Não sei o porquê, mas alguém trocou a urina do exame da minha filha." Margareth demonstrou alívio com a decisão judicial, mas disse estar ciente de que ainda falta muito para a ?batalha" terminar. A mãe de Laura já cogitou a entrada na Justiça para pedir uma indenização moral e por perdas e danos. Para custear os exames realizados de contra-prova, DNA e as viagens da nadadora ao Brasil foram gastos cerca de R$ 130 mil. ?Vamos conversar sobre o processo e não há nada que pague o sofrimento dela. Mas esse tipo de gente só sente que fizeram alguma coisa a alguém quando mexem em seus bolsos", desabafou Margareth. ?Agora, não sei com que estrutura Laura vai competir. Até porque, por causa das idas e vindas ao Brasil neste período, a universidade não quer liberar sua saída mais uma vez."

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