CBF decide rever contratos da 'era Teixeira'

Seis meses após assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente da entidade, José Maria Marin, anunciou que vai reexaminar os contratos, assumidos pelo ex-mandatário Ricardo Teixeira, com patrocinadores, parceiros comerciais e ainda com detentores de direitos relacionados com a seleção brasileira.

ZURIQUE, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h05

Marin ainda aponta que está disposto a considerar novos parceiros. O Estado revelou com exclusividade que a empresa que hoje organiza os jogos da seleção brasileira, a britânica Pitch International, nunca planejou um jogo de futebol. Além disso, a empresa pagará à CBF 15% a menos que o contrato anterior, de 2006.

Marin foi colocado no cargo por Teixeira e dá a entender que está de mãos atadas em alguns casos. "Temos de cumprir um contrato", declarou o presidente da CBF. Segundo ele, o problema é que não há só multa a ser paga, mas também uma cláusula de perdas e danos em uma eventual quebra do acordo.

O cartola que herdou a CBF se diz "pronto" para receber "qualquer empresa que quiser fazer novas propostas". "A CBF está de portas abertas". Ele emendou que a empresa terá de aceitar trabalhar com a ISE e a Pitch.

Phillip Huber, dono da Kentaro, é um dos que estão dispostos a fazer uma nova oferta. "Eu ofereço US$ 2 milhões hoje por jogos do Brasil", disse ao Estado Huber. Hoje, a CBF ganha US$ 1,05 milhão por partida.

Outros contratos da era Teixeira também serão revistos. "Pode-se dizer que vamos examinar todos para ver onde há possibilidade de aumentar a receita", disse o presidente.

Um exemplo seria o contrato da Copa do Brasil. A Rede Globo foi obrigada a pagar o dobro para transmitir os jogos, depois de uma renegociação. Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, evitou falar em valores.

Del Nero ainda contestou a informação de que a seleção teria congelado sua receita com amistosos até 2022. Segundo ele, os jogos recentes no Recife, contra a China, e em São Paulo, contra a África do Sul, deixaram um rombo nas contas da ISE. / J.C.

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