CBF e Flamengo em choque por causa da Copa União de 87

Flamengo e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estão em pé de guerra. Um dia depois de a entidade não reconhecer oficialmente o título do Rubro-Negro da Copa União de 1987 e de a presidente do clube, Patricia Amorim, afirmar que a medida seria uma retaliação ao Fla, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, criticou com veemência a dirigente.

, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2010 | 00h00

"É ridículo justificar a incompetência administrativa em cima de uma suposta perseguição política. Que ela (Patricia) se esforce muito. Que fale menos e faça mais, pois neste ano os resultados do Flamengo foram muito fracos", reagiu Teixeira, durante evento com uma das patrocinadoras da CBF, na zona sul do Rio.

Patricia alegou que o não reconhecimento do título se deu pelo fato de ela ter votado em Fábio Koff na última eleição para presidente do Clube dos Treze, em abril. O candidato apoiado por Teixeira, Kleber Leite, concorria com Koff e foi derrotado.

Para Teixeira, se houvesse perseguição em quem votou contra Kleber Leite, a CBF não teria unificado os títulos de campeão brasileiro entre 1959 e 1970. "Dos clubes contemplados, três não votaram no Kleber - Fluminense, Bahia e Palmeiras", disse. "Quando há algo negativo para os clubes que não votaram no Kleber, o discurso já está pronto: a culpa é da CBF, que está fazendo perseguição. Chega a ser cômico."

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