Ayrton Vignola/AE-30/8/2010
Ayrton Vignola/AE-30/8/2010

CBF exige rapidez no estádio em Itaquera

Ricardo Teixeira cobra o presidente corintiano e pede arena já para a Copa das Confederações, marcada para 2013

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

O projeto está pronto, passando por alguns ajustes por exigência da Fifa, mas as obras ainda não começaram, o que já causa temor. Apontada como principal opção para a abertura do Mundial de 2014, a nova casa do Corinthians segue apenas no papel. Ontem, pela primeira vez, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, resolveu cobrar o mandatário corintiano Andrés Sanchez. "Tenho a convicção de que São Paulo vai ter participação bastante grande e forte na Copa. Não só nos jogos. E, aproveito para pedir que precisamos de seu estádio na Copa das Confederações", ouviu o corintiano, em evento do Mundial realizado no Museu do Futebol. "E logo depois da Copa (de 2014), o Brasil ainda sediará a Copa América e São Paulo terá uma participação grande nesses eventos."

Na cerimônia, rodeado por autoridades, Andrés recebeu as garantias do prefeito Gilberto Kassab de que, até o fim do mês, o decreto para a realização da obra será assinado. "As coisas estão avançando com muita velocidade em São Paulo. O André (quis dizer Andrés) não acredita, cobra o decreto, reclama do governo. Até o final do mês o decreto será publicado", garantiu Kassab, também prometendo a liberação do dinheiro do BNDES - empréstimo de R$ 400 milhões. Imediatamente, o secretário de planejamento, Marcos Cintra, interferiu e disse "daqui a um mês."

"Está vendo, agora a espera já aumenta para quatro meses", reclamou Andrés, irritado. "Por enquanto, o estádio é um sonho, como vocês dizem e escrevem", desdenhou o corintiano. "Mas eu cobro todo dia, brigo com o Rosenberg (Luis Paulo, diretor de marketing), faço tudo para eles (governantes) acelerarem. Agora falaram da liberação. Eu quero ver para crer, não ficarei enganando a torcida."

Isenção fiscal. Uma coisa é certa. Vai haver dinheiro do governo na construção da arena, inicialmente prevista para 48 mil lugares e, com a confirmação de que sediará a Copa, ampliada para 65 mil lugares, exigência para ser palco da abertura.

"O estádio de São Paulo vai ganhar R$ 320 milhões para sua estrutura", garantiu o governador Geraldo Alckmin, revelando que haverá, sim, dinheiro público na obra, avaliada em R$ 600 milhões. Os outros R$ 200 milhões viriam da Prefeitura, por intermédio de incentivos fiscais.

"Não estamos colocando recursos públicos, apenas abrindo mão de um imposto basicamente para empreendimentos", informou Marcos Cintra, revelando a isenção fiscal. "Podemos dar um incentivo fiscal de até 60% do valor das obras. Seria como a antecipação de um benefício. E ele virá em certificado de moeda específico para pagar sem impostos", enfatizou.

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