CBF fica irritada com desdém de Felipão

O comportamento de Luiz Felipe Scolari nos últimos dias desagradou a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para a cúpula da entidade, em nenhum momento o treinador demonstrou interesse em dirigir a seleção brasileira. Muito pelo contrário, sempre que indagado sobre o assunto, deixou claro que só pensava no Palmeiras e que não cogitaria a ideia de negociar a ruptura de seu compromisso, que vai até a metade de 2012. Nesse contexto, o oba-oba em torno de Felipão esfriou e ele deixou de ser favorito à vaga de Dunga.

, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

O dia mais importante nesse processo foi a quinta-feira passada, data da apresentação de Scolari como técnico do Palmeiras. Até ali, ele era o preferido da direção da CBF para tocar o projeto para a Copa do Mundo de 2014.

Mas, a repercussão das declarações do treinador durante sua entrevista coletiva não foi boa. O departamento de comunicação da entidade fez um levantamento com frases de Scolari sobre a seleção brasileira que circularam por jornais, sites, rádios e emissoras de tevê. Após a análise desse material, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não escondeu a insatisfação.

Mais envolvimento. A cúpula da CBF esperava que Felipão se envolvesse pessoalmente na negociação para assumir a seleção. A atitude do técnico, porém, foi diferente. Scolari fez questão de ressaltar que só comandaria a seleção no caso de ser liberado pelo Palmeiras, pois não queria arcar com o desgaste de romper o acordo com a diretoria palestrina.

Esse comportamento, porém, mexeu com uma questão política muito delicada, uma vez que exigia negociação entre a direção da CBF e a do Palmeiras. O problema é que a relação entre Teixeira e o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, não é boa, fato que criou o constrangimento que Teixeira tanto queria evitar. Para tanto, precisava da colaboração de Scolari, o que não ocorreu.

Diante das circunstâncias, a opção foi mirar em Mano Menezes, de quem Ricardo Teixeira já tinha todas as informações necessárias. Os dados foram colhidos durante a Copa do Mundo, quando o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, atuou como chefe da delegação brasileira na África do Sul.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.