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CBFA se inspira em outros esportes para alcançar objetivos

Rugby e o handebol feminino são exemplos de crescimento

Rafael Fiuza, O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2015 | 07h30

Apesar de possuir duas grandes ligas esportivas nacionais (Campeonato Brasileiro, organizado pela CBFA e Touchdown, realizado de forma independente), o futebol americano no Brasil ainda busca inspiração em outros esportes coletivos amadores que conseguiram sucesso recente.

Enquanto o rugby ganhou grande espaço na mídia com uma agressiva campanha de marketing do patrocinador, o handebol feminino fez incursão na Europa para entender as principais táticas do esporte. O resultado foi o melhor possível: campeã mundial em 2013, contra o país-sede na final.

Os resultados serviram de exemplo para a CBFA, que espera trilhar um caminho parecido em breve, mas mantendo os jogadores no Brasil. "Infelizmente tudo o que envolve o futebol americano é superdimensionado, qualquer viagem precisa de uma delegação de 60, 70 pessoas, o que encarece muito os custos. O que faremos inicialmente é trazer profissionais para clínicas e treinamentos no País, e incentivar a ida de técnicos, jogadores e gestores para intercâmbios esportivos em equipes americanas", diz o presidente da confederação.

Diferentemente dos outros esportes coletivos onde os principais jogadores brasileiros que atuam fora do País estão com as seleções, no futebol americano esta possibilidade é pequena. "É muito difícil conseguir contar com um jogador ativo da NFL, pois o Mundial coincide com o início dos training camps deles", diz.

Apesar das condições adversas e histórico inexistente, o presidente espera conduzir o esporte para uma posição que jamais alcançou no Brasil. "Queremos contar a saga dessa geração pioneira que começou um esporte praticamente do zero há dez anos e conseguiu chegar a uma Copa do Mundo. Essa história e esses personagens trazem valores como perseverança, luta, crença, investimento e vitórias, que são importantes para qualquer marca hoje em dia, especialmente em momento de crise", afirma Guto.

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