Divulgação
Divulgação

CBV admite critério subjetivo para vagas no vôlei de praia em 2016

Talita/Larissa e Alison/Bruno Schmidt são os únicos já garantidos

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2015 | 12h17

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) informou nesta terça-feira que a segunda vaga brasileira para a competição de vôlei de praia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro vai ser definida pelo critério de "força máxima", sem descartar a possibilidade de que as duplas mais bem ranqueadas não sejam indicadas. Por ser país-sede, o Brasil tem direito a duas vagas no feminino e no masculino. Talita/Larissa e Alison/Bruno Schmidt são os únicos já garantidos.

Eles foram os primeiros classificados devido à pontuação alcançada na "corrida olímpica", um ranking elaborado pela CBV envolvendo nove etapas do Circuito Mundial. Mas esse critério objetivo não será o mesmo para apontar as outras duas duplas para a Olimpíada.

"Vamos escolher a segunda dupla de cada naipe em janeiro de 2016. Vamos analisar a performance de todas que estão participando do Circuito Mundial. Nosso objetivo é ir para a Olimpíada com força máxima", comentou Fulvio Danilas, diretor de Vôlei de Praia da CBV.

O dirigente deu a entender que a escolha passará também por avaliações subjetivas. "Força máxima é escolher a dupla que consideramos ter a melhor condição. Vamos analisar em conjunto com as comissões técnicas, além de receber das equipes seus planejamentos para o ano."

Classificados, Alison e Bruno Schmidt se disseram aliviados. Assim como Talita e Larissa, eles disputam o Rio Open a partir desta quarta-feira, torneio válido pelo Circuito Mundial e que também será evento-teste para a Olimpíada. A quadra, apesar de ter arquibancadas menores, foi instalada no mesmo ponto da praia de Copacabana onde será disputado o torneio no Rio-2016.

"Eu tirei um caminhão das costas", resumiu Alison, ao falar sobre a classificação. "Poder representar esse País numa competição como essa é um marco para qualquer atleta." A dupla destacou que ainda não tem o planejamento estabelecido para o próximo ano, mas deixou claro que irá priorizar a Olimpíada. "Não tem como estar 100% o ano inteiro, então obviamente que nosso foco para o ano que vem é a Olimpíada. Vamos ter que pesar para estar bem fisicamente", declarou Bruno.

Sobre o evento-teste, Talita avalia que servirá já como preparação para os Jogos. "A posição da quadra, o vento, serão os mesmos. A gente vai querer aproveitar isso", apontou a atleta. As declarações foram dadas durante entrevista coletiva de apresentação do evento, realizada em um hotel de Copacabana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.