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CBV define critérios para seleção de vôlei de praia: merecimento

Oito atletas representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016 e a melhor dupla do ranking ao final da temporada está garantida

DEMÉTRIO VECCHIOLI, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2014 | 13h29

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) já definiu os critérios para selecionar os oito atletas que vão representar o Brasil no vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. A entidade decidiu que a dupla que, em cada naipe, fechar o ranking olímpico como melhor colocada do País está garantida na Olimpíada. A segunda parceria será convocada pela CBV, que promete respeitar a colocação no ranking.

"Optamos assim pela experiência que a gente já teve. Em 2008, por exemplo, na nossa principal dupla, que tinha o direito da vaga, a Juliana se machucou e a gente, como CBV, não tinha como interferir num time que era delas. Se uma dupla que já estava pré-convocada, será que é melhor trocar a parceira, ou a dupla? Em nada ocorrendo, vamos escolher a segunda dupla em performance", garante Franco, hoje gerente de vôlei de praia da CBV.

O ex-jogador assumiu o cargo há poucos meses e logo foi tratar de ouvir os atletas sobre o momento da modalidade e o formato de seleção brasileira. Baseado num discurso de meritocracia, definiu um critério claro para as convocações para o Circuito Mundial: estão garantidos, em cada naipe e a melhor dupla do Circuito Mundial/2014, a melhor do Circuito Banco do Brasil 2014/2015, além de duas convocações por etapa por critérios técnicos.

Uma das convocações, garante Franco, ("se nada ocorrer") será da segunda melhor dupla em performance no circuito brasileiro. A outra vaga fica a critério da CBV, que poderá aproveitar para priorizar, principalmente no masculino, duplas com potencial para atuar nos Jogos de 2020 e 2024 - leia-se Alisson/Guto e, em menor grau, Evandro/Vitor Felipe.

Outra preocupação de Franco é com o fim das "quebras" de duplas. Por isso, foi definido que, no ranking do Circuito Banco do Brasil, cada dupla precisa somar oito resultados (em 10 etapas). Assim, os times que não existem até agora (foram realizadas duas etapas) têm chances bem menores de ganhar o Nacional e garantir vaga no Circuito Mundial de 2015.

"A gente tem muito cuidado de indicar esse critério com uma certa antecedência para que as duplas, técnicos, times, soubessem que essa pontuação seria contada para equipe. A fidelização das equipes é fundamental. O histórico mostra que nenhuma dupla que se juntou de última hora ganhou medalha", lembra Franco.

No masculino, Alison/Bruno Schmidt tem vaga garantida no Circuito Mundial 2015 pelos resultados deste ano. Ricardo/Emanuel é a dupla do momento, lidera o ranking nacional e também deverá se garantir. A terceira dupla teoricamente é Alvinho/Pedro Solberg, que precisa mostrar isso dentro de quadra (eles caíram na primeira fase em Barueri). Os demais têm chances mínimas de irem à Olimpíada.

No feminino, a disputa é mais acirrada. Larissa e Talita formam parceria invicta há 32 jogos e devem ficar com a vaga pelo ranking nacional. Juliana/Maria Elisa, apesar de não viver ótimo momento, foi a melhor no ranking mundial de 2014. Depois disso, a briga é igual. Maria Clara/Carol é uma dupla que vem de três semifinais seguidas desde que se reuniu, enquanto Ágatha/Bárbara mostra certa regularidade de resultados há dois anos. Correm por fora as recém-formadas Taiana/Fernanda Berti e Rebecca/Lili, que devem jogar os Opens, de menor valor.

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