Celeste Olímpica festeja retorno após 84 anos

Fora desde o bi olímpico, em 1928, seleção do Uruguai busca o 3º ouro, depois de ter seu feito igualado pela Argentina

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h11

Há 84 anos longe dos Jogos, o Uruguai retoma a força de sua seleção para voltar a justificar a alcunha de Celeste Olímpica. Campeão da Copa América em 2011 e quarto lugar no Mundial da África do Sul, o time apresenta em Londres a geração que promete dar sequência ao renascimento do futebol no país. Além dos uruguaios, o anfitrião Reino Unido e a promissora Espanha são as outras forças que devem fazer frente ao Brasil no torneio olímpico.

Em 1924 e 1928, o Uruguai conquistou duas medalhas de ouro no futebol e permaneceu como único sul-americano bicampeonato olímpico até que a rival Argentina igualou a façanha 80 anos depois, ao ganhar em 2004 e 2008. No retorno ao torneio, os uruguaios tentam montar um time forte, capitaneado pelo jovem Sebastian Coates. Aos 21 anos, o zagueiro do Liverpool é chamado de "Luganito", por conta da semelhança física e de estilo com o ex jogador são-paulino Lugano, capitão da seleção principal.

Nos últimos torneios inferiores, porém, a equipe tem tido tropeços que ameaçam o sonho olímpico. No Sul-Americano Sub-20 do ano passado, o time garantiu a vaga nos Jogos de Londres e chegou à final, mas apanhou de 6 a 0 do Brasil. Em seguida, no Mundial Sub-20 da Colômbia, foi eliminado na primeira fase, sem ter ganhado nenhum jogo. Nos dois torneios, a equipe não teve Coates, mas outra promessa, o zagueiro Leandro Cabrera, estava em campo.

Para Londres, o Uruguai não vai abrir mão de usar os três atletas acima de 23 anos. Até mesmo Lugano, aos 31 anos, já manifestou publicamente seu desejo de se juntar aos garotos.

Rivalidade interna. Para o Reino Unido, que há 52 anos (desde Roma-1960) não disputa os Jogos, o maior obstáculo foi chegar a um acordo para montar a equipe. A Irlanda do Norte, a Escócia e o País de Gales bateram pé para que tivessem seleções independentes da Inglaterra, mas prevaleceu a decisão da Federação Inglesa. Com isso, os galeses Gareth Bale, do Tottenham, e Aaron Ramsey, do Arsenal, podem ser alguns dos poucos não ingleses na seleção anfitriã, apesar de o técnico Stuart Pearce ter intenção de "misturar'' bem o elenco.

Na Espanha, o time deve ser o mesmo que conquistou o Campeonato Europeu Sub-21 em 2011. Com uma talentosa safra, que tem Thiago Alcântara, do Barça, como principal nome, os espanhóis devem abrir mão de usar atletas com mais de 23 anos.

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