Celso Roth vai tentar tirar proveito do fator surpresa

Técnico tem três opções para substituir Tinga, que está machucado. Escolha pode definir diferentes opções táticas

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

PORTO ALEGRE

O técnico Celso Roth aproveitou a ausência do meia Tinga, contundido e também suspenso, para tentar esconder a estratégia que montará para tentar vencer o São Paulo, no Beira-Rio, no primeiro confronto da semifinal da Taça Libertadores.

O técnico tem três opções para a vaga de Tinga. Se optar por Wilson Matias, vai aumentar o poder de marcação. Com Giuliano, o time ganha qualidade na articulação. Já Andrezinho entraria para melhorar os chutes de média distância e de bola parada. "O importante é acertar na escolha e ver se ela surte efeito na hora do jogo", despistou Roth, ao final do treino de ontem.

O discurso do treinador e dos jogadores indica que o Internacional quer encaminhar a classificação na primeira partida, para controlar a vantagem na segunda, dia 5, no Morumbi. Mas ninguém fala em partir para cima do São Paulo sem descuidar da defesa. A ordem é não tomar gol e ter paciência até encontrar o caminho da vitória. Numa das poucas pistas que deu, Roth revelou que a marcação deve ser feita mais no campo do visitante do que perto da área do Internacional.

O técnico não concorda que seu time tenha algum favoritismo por conta da boa campanha que faz no Campeonato Brasileiro. Mesmo admitindo que o adversário passa por um momento difícil na competição nacional, diz que "o São Paulo é sempre o São Paulo e virá de forma diferente". E prevê um jogo equilibrado.

Capitão do time e um dos seis remanescentes da Libertadores de 2006, vencida pelo Internacional, o zagueiro Bolívar diz que o resultado da primeira partida é fundamental. Ele lembra que foi graças à vitória por 1 a 0, em casa, que o clube gaúcho conseguiu eliminar o Estudiantes de La Plata na fase anterior ? na Argentina, foi derrotado por 2 a 1.

"Nossa equipe está conseguindo colocar em prática o que o técnico pede, que é ter um sistema defensivo compacto e, quando tem a bola, sair em velocidade para a frente", avalia o zagueiro, que está pronto para, desta vez, ter de marcar o antigo parceiro Fernandão. Herói da conquista de 2006, o atacante tricolor disse que não pensa em outra coisa que não seja eliminar seu antigo time. "Isso só nos alimenta. Ele (Fernandão) sabe que é complicado jogar aqui, com a força que esse grupo tem e com o torcedor lotando o Beira-Rio, querendo novamente ter esse gostinho de alcançar títulos."

Outro jogo. Chivas e Universidad do Chile ficaram no 1 a 1 na noite de ontem, na Cidade do México. Olarra anotou para os chilenos e Arellano empatou. A partida de volta será terça-feira, em Santiago.

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