Central tem um sonho:''pregar peça'' nos paulistas

Conhecida pelo seu artesanato e cultura popular e mais recentemente pelo crescimento da indústria têxtil, Caruaru, localizada no agreste, a 130 quilômetros do Recife, vive a expectativa do que considera ?o jogo da década?. Hoje, no Estádio José Luiz Lacerda, o seu time, o Central Sport Club, enfrenta o Palmeiras pela Copa do Brasil. Nas emissoras de rádio, nas rodas de conversa, nos bares, na rua, não há espaço para outro assunto. Desde sábado os outros times pernambucanos foram deixados de lado nos noticiários esportivos. Só há espaço para a disputa com o Palmeiras.Quarta força do futebol pernambucano - atrás do Sport, Náutico e Santa Cruz -, o Central foi fundado em 1919. Sua maior façanha foi ter derrotado o Flamengo, em 1986, por 2 a 1, num estádio lotado. Na sua trajetória, jogou contra poucos grandes - e perdeu para Vasco, Fluminense e Grêmio.Pela primeira vez, no ano passado, o Central conquistou o vice-campeonato estadual. Estimulada, sua direção contratou, neste ano, o técnico Marcelo Vilar, ex-Palmeiras, e alguns jogadores experientes, como o atacante Leonardo, que também já passou pelo Palmeiras, Bebeto (ex-Corinthians e Figueirense), Xavier (ex-Sete de Setembro) e Vital (ex-Naútico). O time está concentrado desde domingo.Ninguém duvida da dificuldade. "O Palmeiras é o melhor time do Brasil hoje", afirma o superintendente de futebol, Carneiro Filho. A intenção e a vontade, porém, não serão outras. "Vamos tentar pregar uma peça neles", diz o dirigente, certo de estar falando em nome de Caruaru inteira. Os torcedores devem lotar o estádio (20 mil ingressos foram colocados à venda), dispostos a fazer a diferença e ver o Central em São Paulo, no dia 9, no jogo de volta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.