Centro ganha setor de traumatologia

Resultado de parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, foi inaugurado nesta terça-feira o Setor de Traumatologia e Reabilitação no Esporte do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa do Ibirapuera. A idéia foi de Maria Paula Gonçalves, ex-jogadora de basquete e agora diretora do Centro Olímpico, encampada pelo cirurgião Moisés Cohen, chefe do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp, e por Nádia Campeão, secretária municipal de Esportes. Não houve custos para a prefeitura. "A Unifesp doou aproximadamente R$ 70 mil em equipamentos para fisioterapia e em computadores. Outros R$ 150 mil vieram de um doador anônimo", revelou Moisés Cohen, que já tratou de atletas como Raí, Rubens Barrichello e Maurren Maggi. O médido disse que não é a primeira vez que o CETE presta assistência à comunidade. "Desde nossa fundação temos participado de projetos sociais. Desta vez não poderia ser diferente, até porque já conhecia a Paula e sabia de sua integridade." O novo setor de traumatologia atenderá gratuitamente atletas que necessitam de tratamento mas não têm condições de pagar, sejam do Centro Olímpico ou não. O acompanhamento médico também será fornecido pela Unifesp, que montará uma equipe de ortopedistas e fisioterapeutas. Assim como os computadores e os equipamentos para fisioterapia, esse atendimento também não custará nada para o governo municipal. Além da contribuição material, o CETE também disponibilizará para o Centro Olímpico seu banco de dados, considerado por Moisés Cohen um dos mais completos do País. Centro Olímpico estava em ´péssimo estado´ A secretária Nádia Campeão creditou principalmente à diretora do Centro Olímpico a realização do projeto. "A Paula foi a maior responsável. Desde o ano passado ela tem corrido atrás de diversos parceiros e está reconstruindo o Centro Olímpico, que estava em péssimo estado." Segundo a secretária, a credibilidade da ex-atleta foi fundamental para a concretização da parceria. "Ela tem muito prestígio no meio esportivo." Paula acredita que ainda há muito o que se fazer. "Quando chove, é um problema. Várias salas ficam molhadas", diz, apontando para a parede cheia de infiltrações. "Para fazer dele um Centro de Treinamento de primeiro mundo, seriam necessários mais de R$ 3 milhões. Fiz um orçamento para o Ministério do Esporte e Turismo, mas até agora não sei se o dinheiro virá", assinalou a ex-jogadora. Aurélio e Hortência compareceram Alguns ex-atletas estiveram no local para prestigiar a colega. Um deles foi o campeão olímpico Aurélio Miguel. "Em apenas um ano a Paula fez muita coisa", afirmou o judoca. Outro que elogiou a ex-atleta foi Lars Grael, secretário nacional do Esporte, que fez questão de dizer que compareceu ao evento como amigo e não como secretário. "Estive aqui no ano passado e vejo que mudou bastante." Também foram ao Centro Olímpico Hortência e Edson Bispo dos Santos, do basquete, e a ex-tenista Patrícia Medrado. Durante a solenidade de inauguração, Nádia e Paula receberam do reitor da Unifesp, Hélio Egydio Nogueira, a medalha comemorativa da universidade.

Agencia Estado,

06 Março 2002 | 09h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.