Chloe KNOTT / OIS/IOC / AFP
Chloe KNOTT / OIS/IOC / AFP

Abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno tem conflito entre Rússia e Ucrânia como pano de fundo

Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, usa discurso na cerimônia para pedir paz entre os países

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2022 | 13h38

A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2022 aconteceu nesta sexta-feira, 4, no estádio Ninho de Pássaro, em Pequim. Apesar do clima do habitual clima de festa, com apresentações e show de luzes, o evento teve como pano de fundo o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

O principal destaque foi a presença da delegação ucraniana, que chegou à China na última semana para a competição. Em contrapartida, os atletas da Rússia e de Belarus não participaram da festa e tampouco vão disputar as Paralimpíadas. 

"Nossa presença nos Jogos Paralímpicos não é insignificante. É um símbolo de que a Ucrânia foi, é e será um país", disse Valeriy Sushkevych, presidente do Comitê Paralímpico Ucraniano, cujos representantes tiveram que viajar de ônibus pela Europa para pegar um voo para a China.

Anteriormente, a participação dos países sob uma bandeira neutra foi especulada, mas as nações foram excluídas de forma definitiva pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC) nesta quinta-feira. 

O presidente chinês Xi Jinping foi o responsável por declarar aberta a 13ª edição dos Jogos Paralímpicos, que será disputada por nove dias. O presidente do IPC, Andrew Parsons, usou o microfone para pedir "paz" durante o seu discurso. A cerimônia acontece exatamente uma semana após a invasão russa à Ucrânia. 

"O século 21 é feito para o diálogo e a diplomacia, não para a guerra e o ódio. A Trégua Olímpica para a Paz durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é uma resolução da ONU adotada por consenso por 193 Estados-membros durante a 76ª Assembleia Geral da ONU. Deve ser respeitada e aplicada, não violada", disse Andrew Parsons.

A ação das tropas russas, ordenada pelo presidente Valdimir Putin, teve impacto direto no mundo do esporte. Após um apelo do Comité Olímpico Internacional (COI), a Rússia foi excluída não só da Paralimpíada de Pequim, mas como também das competições da Fifa e da Uefa. No Automobilismo, as referências ao país e Belarus estão vetadas. 

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