Cerimônia em Tóquio marca os 5 anos para Jogos Olímpicos de 2020

Exatamente cinco anos antes da abertura dos Jogos Olímpicos de 2020, centenas de pessoas se reuniram em uma praça no centro de Tóquio nesta sexta-feira, agitando bandeiras e aplaudindo os organizadores do evento, que se comprometeram a superar uma longa sequência de problemas e garantir um sucesso retumbante.

ELAINE LIES, REUTERS

24 de julho de 2015 | 09h52

A surpreendente decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe, na semana passada, de voltar à etapa inicial nos planos de construção do novo Estádio Nacional, peça central da competição, em face da crescente indignação com o aumento de custos, foi a mais recente de uma série de promessas não cumpridas relacionadas com os Jogos, cuja realização foi conquistada por Tóquio amplamente por causa de suas proezas organizacionais e reputação de eficiência.

A decisão sobre o estádio, que também seria usado na Copa do Mundo de rúgbi de 2019, corre o risco de abalar a imagem do Japão aos olhos do mundo esportivo e pode afastá-lo no futuro de outros eventos no âmbito do esporte. Mas os organizadores minimizaram esses problemas no evento desta sexta-feira, dizendo às centenas de pessoas que lotaram a praça diante do edifício futurista do governo de Tóquio que tudo pode ser superado.

"Tem havido muitos problemas até agora, incluindo o estádio, e sem dúvida haverá ainda mais", disse o governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe, enquanto as pessoas esperavam a divulgação do emblema dos Jogos. "Mas eu acredito firmemente que, se trabalharmos juntos, seremos capazes de superar tudo."

O estádio deverá sediar eventos de atletismo, bem como a cerimônia de abertura em 24 de julho de 2020. Autoridades disseram que o projeto original para o estádio, de Zaha Hadid, arquiteta que tem escritório na Grã-Bretanha, ajudou-os a ganhar os Jogos em 2013.

No entanto, com a escalada nos custos, estimados em 2,1 bilhões de dólares, quase o dobro do esperado, e um design futurista ridicularizado por parecer um capacete de bicicleta, as autoridades recuaram, já que o país ainda está arcando com a recuperação depois do terremoto de março 2011, seguido de um tsunami, que deixou cerca de 20.000 mortos.

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