Cesar Cielo cria sua tropa de elite

Nadador monta grupo de trabalho de sete atletas que terão treinamento personalizado com o [br]experiente Alberto Silva

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

Cesar Cielo anunciou ontem seu projeto de só treinar no Brasil até a Olimpíada de 2012 e lançou oficialmente ontem uma iniciativa inédita no País: a formação de uma equipe de atletas de elite da natação com preparação de altíssimo nível utilizando a piscina de uma instalação pública. Batizado de Projeto Rumo ao Ouro 2016 (PRO 2016), o grupo, formado por sete atletas de três clubes diferentes, treinará no Centro Olímpico, em São Paulo.

Para comandar o grupo, Cielo trouxe do Clube Pinheiros o técnico que ajudou a formá-lo: Alberto Silva. O treinador trabalhará com exclusividade com uma verdadeira tropa de elite formada por Cielo (50 e 100 metros livre), Nicholas do Santos(50 e 100 metros livre), Henrique Rodrigues (100 e 200 m medley), André Schultz (200 metros medley, livre e costas), Leonardo de Deus (200 m costas e borboleta), Tales Cerdeira (100 e 200 m peito) e Vinicius Waked (100 e 200 m livre). "Somos um grupo de amigos que vai treinar junto", define Cielo.

O conceito de trabalho é de petit comité. "O diferencial não está nos métodos de treino, mas na maior individualização. Se em um clube o nadador divide sua raia na piscina com outros cinco atletas ou sua estação de musculação com outros oito, dez, no nosso caso cada atleta terá uma raia (a piscina do Centro Olímpico dispõe de dez raias) e três ou quatro nas estações de musculação", explica Albertinho. O grupo também terá alguns privilégios como maior liberdade na definição dos horários de treinamento. Todos treinarão juntos porém, na hora de competir, especialmente nos eventos nacionais, cada um defenderá seu clube.

Comprometimento. Cielo faz questão de um grupo comprometido. A princípio, o PRO 2016 será financiado por recursos dos próprios atletas (salário dos clubes e patrocínios pessoais), os quais pagarão uma espécie de mensalidade, gerenciada pelo Instituto Cesar Cielo. A entidade será responsável pelo fornecimento de material, salários da comissão técnica e, posteriomente, do staff administrativo. O Centro Olímpico será responsável pela piscina.

A mãe do campeão olímpico, Flávia, explica que assim que a entidade completar um ano, em julho, buscará financiamento para as atividades do grupo, orçadas em R$ 1,917 milhão anuais, por meio de incentivos fiscais e a Lei de Incentivo ao Esporte. "E todos os atletas assinam um contrato de 12 meses com regras de conduta. As cláusulas são rígidas, semelhantes às que Cesão tinha quando treinava em Auburn. Ele fez questão."

O modelo, segundo Cesar Cielo, é bastante parecido com o do Trojan Swim Club, nos Estados Unidos, onde treina o brasileiro Thiago Pereira e os medalhistas olímpicos Oussama Melouli, da Tunísiae Kosuke Kitajima, do Japão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.