Cesar Cielo mantém pés no chão com revezamento brasileiro

País tem cinco nadadores entre os 22 mais rápidos nos 100 metros livre; na soma simples dos tempos, Brasil tem a 2ª melhor marca

Estadão Conteúdo

03 Setembro 2014 | 20h33

A lista dos 22 nadadores mais rápidos do ano nos 100 metros livre tem cinco brasileiros, numa legião maior do que qualquer outro país - são três russos, dois franceses, australianos, norte-americanos e alemães. Na simples soma dos tempos, o Brasil tem, hoje, o segundo melhor revezamento 4x100 metros livre do mundo, atrás apenas da Austrália.

Com Cesar Cielo (quinto do mundo), o garoto Matheus Santana (sexto do ranking e recordista mundial júnior), João de Lucca, Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira, é grande a expectativa de uma medalha no Mundial de Kazan, no ano que vem, e também na Olimpíada do Rio, em 2016. E, a eles, ainda se soma Bruno Fratus, terceiro mais rápido do ano nos 50m livre e que deve aumentar a carga de treinos para os 100m nos dois próximos anos.

Apesar da ótima fase, evidenciada pelas medalhas de ouro e prata conquistadas por Matheus nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim (China), Cesar Cielo ainda mantém os pés no chão ao tratar da possibilidade de uma medalha olímpica para o revezamento.

"Estamos na melhor fase em relação a essas provas rápidas, com o Matheus (Santana) apontando para ser o sucessor. Temos um revezamento bom e podemos almejar grandes coisas com esse grupo de velocistas do Brasil. Mas vamos passo a passo. Pensar nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial do ano que vem para ver se esse revezamento tem mesmo condições de pegar uma medalha na Olimpíada", disse ele.

Nesta quarta, Cielo fez o quarto melhor tempo da carreira nos 50m livre em piscina curta nas eliminatórias do Troféu José Finkel, em Guaratinguetá, quando nadou para 20s68. À tarde, na final, existia a expectativa para a quebra do recorde sul-americano (20s51), mas o nadador do Minas foi mais lento, com 20s72.

"Tive um pouco de dificuldade porque, normalmente, as placas são amarelas e ajudam no visual. Eu poderia ter tentado alguma coisa diferente à tarde, mas as provas saíram iguais. Poderia ter tentado uma braçada a mais na ida ou uma a menos para encaixar melhor a virada. A última braçada ficou muito em cima da parede.... São ajustes finos que vamos tentar acertar para o Mundial (de Doha, em dezembro)", comentou.

A final teve com surpresa Ítalo Manzine, também do Minas, que terminou em segundo, vencendo Bruno Fratus e se colocando junto aos melhores velocistas do País. "Eu já tinha dito que treino com os caras mais rápidos do Brasil. O Ítalo fez a prova da vida dele, eu estou muito contente de ter feito parte dessa preparação com eles e, de alguma forma, ter influenciado positivamente", destacou Cielo.

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