Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

Cesar Cielo usa as férias para definir se fica de vez no Brasil

Nadador anuncia em janeiro os planos para a reta final do ciclo olímpico. E parece estar cansado do isolamento nos EUA

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2010 | 00h00

Cesar Cielo voltou dos Emirados Árabes Unidos ontem, com as quatro medalhas - duas de ouro e duas de bronze - que ganhou no Mundial em Piscina Curta, e já saiu para as férias. Um período curto de descanso, que termina dia 3, mas que será fundamental para que o velocista defina, de vez, onde irá viver a partir de 2011.

Apesar de dizer que nada está definido, o recordista mundial demonstra estar muito inclinado a seguir no País em vez de retornar para a tranquilidade de Auburn, nos EUA. Pesa contra o fato de não encontrar, no Brasil, boas piscinas para treino, com exceção do Maria Lenk e do Julio Delamare, no Rio. Em São Paulo, também utiliza a piscina do Centro Olímpico, em São Paulo.

O certo é que, seja qual for a decisão - que deve ser revelada até o fim de janeiro -, será mantida pelos próximos três semestres, período que Cielo define como "reta final" do ciclo olímpico para Londres/2012. "Não vou tentar nada novo. Vou optar entre técnicos que me conheçam, uma cidade que eu já conheço. Não posso mais cometer erros, então vou tentar dar um jeito de fazer a melhor temporada possível."

Cielo revelou os parâmetros que utilizará para tomar a decisão. "Acho que o caminho para o sucesso tem três itens: felicidade, confiança e o ambiente do treinamento, exatamente nesta ordem." E também enumerou os motivos que o fazem pensar em ficar no Brasil. "A família, a segurança técnica, meus patrocínios e a tranquilidade de ter os amigos por perto, fazer o que der na sua cabeça. É aquela coisa de entrar no carro e saber onde ir para jantar."

O velocista demonstrou dúvidas sobre a utilidade de uma nova temporada de isolamento na cidadezinha do Alabama, para onde se mudou em 2005, especialmente após a experiência deste ano. Cielo havia colocado como uma de suas metas um bom desempenho no Pan-Pacífico de Irvine (EUA), mas ficou um pouco decepcionado com a prata nos 50 m livre - foi bronze nos 100 m e ganhou o ouro nos 50 m borboleta, prova que não é sua especialidade. "Acho que o isolamento em Auburn foi prejudicial", ponderou. "E foi um erro meu tentar forçar. Achei que fosse conseguir passar por isso, mas não consegui", admitiu ao Estado. O nadador eximiu seu técnico, Brett Hawke, de responsabilidade maior - o australiano passou a ser o treinador-chefe da Universidade de Auburn e dispensou menos tempo ao brasileiro. "Não tem nada a ver com o Brett, não. O erro foi meu, mesmo."

O nadador afirmou que continuará no Flamengo. "Não tenho pretensão de ficar pulando de clube em clube." E, caso permaneça no Brasil, deve continuar trabalhando com Alberto Pinto, seu treinador desde os tempos do Pinheiros, em sintonia com Marcos Veiga, do Flamengo.

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