César Sampaio espera proposta melhor por Valdivia

O gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, disse em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira que entende a preocupação de Valdivia em continuar no Brasil, reflexo do sequestro relâmpago sofrido pelo meia e sua esposa em São Paulo, no início de junho, mas reiterou que o clube exige uma melhora da proposta para negociá-lo em definitivo.

DANIEL BATISTA, Agência Estado

24 de julho de 2012 | 18h24

Depois do título da Copa do Brasil, um empresário ofereceu 4 milhões de euros (quase R$ 10 milhões) para levar o camisa 10 ao Catar, mas o Palmeiras acha pouco. O problema precisa ser resolvido até esta quarta-feira, quando fecha a janela de contratações para o mercado do país do Oriente Médio.

"O Palmeiras não pode ser prejudicado em uma possível negociação, mas ao mesmo tempo não queremos jogador descontente aqui", disse Sampaio, que admite dificuldade em convencer Valdivia a permanecer no Brasil sem sua família. A esposa do jogador, Daniela Aranguiz, mudou-se para o Chile após o sequestro e se recusa a voltar para São Paulo.

O discurso de Sampaio revela uma tendência de concordância do Palmeiras em negociar Valdivia, o que antes era refutado pelo presidente Arnaldo Tirone. "Desde a primeira reunião que eu tive com ele sempre falei que até por princípio de vida não dá para ficar longe da família. E continuo pensando isso", disse o gerente. "Se eu morasse no Chile, tivesse sido sequestrado e minha mulher molestada, seria difícil ficar. Por isso deixo claro que ele precisa estar com a cabeça aqui, e isso está sendo difícil para ele."

Conselheiros do Palmeiras pressionam Tirone a negociar Valdivia pela proposta original, de 4 milhões de euros. O técnico Luiz Felipe Scolari já disse que conta com a permanência do jogador. A indefinição acaba nesta quarta.

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