Chamado de burro, Narciso não deve ficar

Na estreia forçada como técnico interino do time principal do Palmeiras, Narciso foi engolido pela crise que assola o clube.

O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2012 | 03h03

Chamado de "burro" sem nenhuma cerimônia pela torcida, o treinador disse que não recebeu sinal algum da diretoria sobre o que vai acontecer com ele nem mesmo se ele estará no banco de reservas, mesmo que novamente como interino, contra o Figueirense, em Florianópolis.

"O Tirone não falou nada se vou continuar ou não. Mas terça-feira eu tenho que estar presente porque se chegar o novo treinador eu tenho que passar as informações para ele."

Para Narciso, o Palmeiras jogou melhor, mas pecou pela falta de calma. "Tem que passar para esses jogadores que eles precisam ter tranquilidade. Se não tiver, fica difícil. Jogador começa a perder confiança e a se esconder no jogo e é tudo o que a gente não quer neste momento."

A diretoria do Palmeiras pretende definir o mais rápido possível o nome do novo treinador. Quem ganha força como candidato é Gilson Kleina, da Ponte Preta. O técnico é considerado experiente e ao mesmo tempo é uma "cara nova" e fácil de ser contratado.

Paz antes do jogo. A PM comemorou não ter atendido ocorrências fora do Pacaembu, mas dentro do estádio os palmeirenses mostraram que ainda não esqueceram as mortes de André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli após briga entre as torcidas na Avenida Inajar de Souza.

Um mosaico, significando "Proibido arma", surgiu na Mancha Verde.. "C...., encara a Mancha Verde na mão", cantaram, mostrando que a revanche proclamada depois daquele jogo (e não realizada no primeiro turno do Brasileiro) está de pé. Os corintianos, em menor número, optaram pela tiração de sarro com a campanha do rival. / F.H. e P.G.

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