Adrees Latif/Reuters
Adrees Latif/Reuters

Chance de Vettel levar o tricampeonato em Austin é grande

Alemão larga na frente nos EUA enquanto o vice-líder Fernando Alonso sai apenas na 8ª posição

Livio Oricchio, de O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h05

Ultrapassar Nico Hulkenberg, da Force India, sétimo no grid, Felipe Massa, sexto, Michael Schumacher, quinto, e Kimi Raikkonen, quarto. Esse é o enorme desafio que Fernando Alonso terá neste domingo, 18, ao longo das 56 voltas do GP dos Estados Unidos, em Austin. O espanhol começa a corrida em oitavo e precisa receber a bandeirada no mínimo em quarto para Sebastian Vettel, da Red Bull, o pole position, não ser campeão caso ratifique a grande superioridade demonstrada até agora no Circuito das Américas e vença a 19.ª etapa do calendário.

 

O atual bicampeão do mundo disse no sábado que disputará a prova pensando apenas no seu trabalho. "Temos de olhar para nós mesmos. É a melhor estratégia para realizarmos o nosso trabalho." A receita foi utilizada pela Red Bull para Vettel conquistar seu primeiro título mundial em 2010, no GP de Abu Dabi. Venceu, como se espera que o faça hoje também, e depois seu engenheiro, Guillaume Rocquelin, lhe informará a posição de Alonso, como fez no circuito Yas Marina. "Vamos deixar nosso piloto concentrado no que tem de fazer na pista."

 

Apesar de largar em oitavo e não demonstrar até agora velocidade para superar a Red Bull, Alonso não hesitou em repetir o que vem dizendo nas últimas etapas: "Tenho a sensação de que amanhã reduzirei a diferença para Sebastian, que é o que mais conta".

 

O espanhol soma 245 pontos diante de 255 do alemão. Depois do GP dos Estados Unidos os pilotos viajam para São Paulo, onde domingo largam para a última prova do ano.

 

Alonso espera que Vettel tenha um dia de azar. O piloto da Red Bull vem de quatro vitórias e um terceiro lugar, em Abu Dabi, depois de ter largado em último. "Assim como já aconteceu conosco, uma hora ele terá algum inconveniente." Falou mais: "Sebastian tem um ritmo muito bom, mas a corrida será longa e vou procurar aproveitar as oportunidades."

 

A Ferrari surpreende pela diferença entre o que é capaz de fazer nas sessões de classificação e depois na corrida.

 

O fato associado ao imenso talento de Alonso explica como o espanhol ainda está na luta pelo título, mesmo tendo ficado tão para trás em relação à evolução da Red Bull depois do GP de Cingapura, quando o projetista da equipe lançou nova versão do modelo RB8-Renault.

 

A largada será um momento mais decisivo do que já é na Fórmula 1. A natureza do asfalto associada às características dos pneus duros e médios da Pirelli e à temperatura não elevada no Texas reduziram a aderência dos carros. Massa demonstrou preocupação com o início da prova. "Quem largar no lado esquerdo do grid terá imensos problemas. Hoje de manhã simulei a largada lá e era mais lento do que se houvesse água no asfalto."

Massa e Alonso saem do lado direito por estarem em posições par, sexto e oitavo. Essa diferença de velocidade entre os dois lados do grid somada à curva lenta no fim da reta, em acentuado aclive, sem visão para quem se aproxima, pode gerar o caos na primeira volta. A opinião é de Jenson Button, 12.º no grid.

Para Vettel não celebrar a conquista do tricampeonato hoje e o GP do Brasil assistir à definição do Mundial, as combinações de resultados são estas: se Vettel vencer, Alonso tem de se classificar no mínimo em quarto. No caso de Vettel ser segundo, Alonso deve receber a bandeirada no mínimo em oitavo. E se Vettel for terceiro, Alonso precisa terminar pelo menos em décimo. A quarta ou pior colocação de Vettel transfere para Interlagos a decisão do Mundial.

O SporTV transmite o GP dos Estados Unidos ao vivoa partir das 17horas.

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