Charme feminino encerra Volvo Ocean

O penúltimo lugar na quarta etapa da Volvo Ocean Race foi comemorado como se fosse uma grande vitória pelas 13 mulheres do veleiro Amer Sports Too, que chegaram nesta quinta-feira pela manhã ao Rio. A embarcação foi a última dos oito concorrentes a aportar na Marina da Glória, mas foi beneficiada pela desclassificação da Team SEB (que teve o mastro quebrado e não pôde permanecer na disputa)."Foi uma experiência incrível. Ultrapassar o Cabo Horn (trecho mais perigoso) foi um grande alívio", comemorou a capitã do Amer Sports Too, Lisa McDonald. "Tínhamos uma mulher no mastro e outra de olho no radar, o tempo todo, para não batermos nos icebergs e pequenos pedaços de gelo."Casada com o capitão do Assa Abloy, Neal McDonald, Lisa disse ter ficado satisfeita com o desempenho da equipe. Ela ainda lembrou o pouco tempo de preparação do time, cerca de quatro meses, que também prejudicou a todas. Para comparar a inexperiência das competidoras do Amer Sports Too, citou que o vencedor da quarta perna, o Illbruck, se preparou cerca de dois anos para a competição.O Brasil também teve uma pequena participação na tripulação do Amer Sports Too com a holandesa Carolijn Brouwer, de 28 anos, que até 1987 morou no País. A velejadora permaneceu por sete anos no Rio e cinco em Belo Horizonte. "Aprendi a velejar no Clube Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas (zona sul do Rio)", contou Carolijn, que fala fluentemente o português. "Meu pai era geólogo e veio trabalhar aqui."Sobre a regata, a velejadora holandesa destacou que o fato de terem chegado 530 milhas depois do Illbruck não deve ser considerado um resultado péssimo. Ela lembrou que os principais participantes masculinos da Volvo Ocean Race já estiveram presentes em cinco ou seis edições anteriores.A navegadora do Amer Sports Too, Miranda Merron, revelou que o segredo do sucesso do grupo está na dedicação, empenho e participação de todas. "Não tinha experiência de navegação nos mares do Sul. Procurei ouvir todas as opiniões das pessoas do barco para escolher a melhor rota", revelou a atleta, que ainda considerou as dificuldades com o calor e desidratação, que o time enfrentou, ao se aproximarem da costa brasileira.Nova função - O velejador brasileiro pentacampeão mundial, Robert Scheidt, desempenhando a função de tradutor do evento, protagonizou um dos momentos de maior descontração. Depois de Carolijn responder em português a uma pergunta dos jornalistas, o atleta brasileiro rapidamente começou a trabalhar mas, ao invés de traduzir a fala da velejadora para a Língua Inglesa, falou na mesma língua, provocando o riso de todos. Interpelado pelos ouvintes Scheidt percebeu o equívoco e traduziu a fala de Carolijn, então, para o Inglês.

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