Reuters/John Sibley
Reuters/John Sibley

Chelsea anuncia prejuízo de R$ 1,09 bi na temporada 2020/21 por causa da pandemia

'Uma receita significativa foi perdida devido à maioria das partidas serem disputadas a portas fechadas', diz comunicado do clube

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2021 | 17h52

A temporada de 2020/2021 tinha tudo para ser dos sonhos para o Chelsea, vencedor da Liga dos Campeões. Mas a pandemia de covid-19 acabou frustrando os bons resultados no campo ao causar enorme prejuízo financeiro à equipe de Londres. Nesta quinta-feira, o clube divulgou seu balanço anual com um déficit de € 173,5 milhões (aproximadamente R$ 1,09 bilhão).

O prejuízo poderia ser muito maior caso o time de Thomas Tuchel não tivesse erguido a taça da Liga dos Campeões ao fazer 1 a 0 no Manchester City na final. Pela conquista da principal competição do continente, os Blues embolsaram € 113 milhões (em torno de R$ 714,2 milhões).

O volume de negócios do Chelsea aumentou de 462,4 milhões para 496,9 milhões de euros ao longo do ano graças ao aumento dos valores dos direitos televisivos no Campeonato Inglês e pela vitória final na Liga dos Campeões. Mas a pandemia reduziu as receitas de ingressos e desacelerou as vendas de jogadores.

O clube gastou R$ 827 milhões na janela de transferências desde 30 de junho, incluindo a transferência do atacante belga Lukaku. Ao mesmo tempo, apenas R$ 781,8 milhões em vendas voltaram aos cofres nestes últimos seis meses, novamente causando prejuízo.

No "cenário provável" de um novo período de jogos sem torcida por causa da onda da variante Ômicron, o Chelsea terá que "contar com recursos adicionais da empresa de seu proprietário, Roman Abramovich", revelou o clube.

"A pandemia teve um impacto severo na receita do clube pelo segundo ano consecutivo. Uma receita significativa foi perdida devido à maioria das partidas serem disputadas a portas fechadas. No entanto, com nosso sucesso na Liga dos Campeões, conseguimos compensar o enorme impacto da pandemia em nossas receitas. Não fosse pelo impacto da pandemia na jornada, teríamos alcançado um volume de negócios recorde este ano", lamentou o presidente do clube, Bruce Buck.

"Ao longo deste período, continuamos a receber o total comprometimento e apoio do proprietário em todo o negócio, o que nos permitiu continuar a investir em nosso time. Isso, é claro, enquanto trabalhamos dentro da estrutura regulatória e das restrições com as quais devemos operar", continuou o dirigente.

"A força, estabilidade e abordagem de longo prazo de nossa operação financeira significa que nossos fluxos de receita permanecem fortes, entretanto, a covid-19 continuará tendo um impacto no próximo exercício financeiro conforme nossas operações comerciais retomam as atividades normais".

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