Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Chicão treina e paredão alvinegro está completo na decisão

Zagueiro havia machucado o tornozelo direito na véspera, mas foi confirmado ao lado da defesa menos vazada

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h05

Chicão foi o primeiro a entrar em campo, seguido do amigo Alessandro, mostrando que o entorse no tornozelo direito não passou de um susto anteontem. Fábio Santos participou normalmente do treino tático. E os inseparáveis Ralf e Paulinho garantiram que o Santos não terá moleza no Pacaembu.

Melhor defesa da história da Libertadores até agora, com apenas dois gols sofridos, e uma das mais sólidas do País nos últimos cinco anos, o paredão corintiano é a aposta para mais uma vez Neymar e a trupe santista passarem em branco e o Timão, consequentemente, chegar à inédita final de Libertadores após dez tentativas.

"Temos de nos manter focados, concentrados e fazer de tudo para não levarmos gols. A vantagem é boa, a vaga está nas nossas mãos, mas vamos para uma guerra, uma decisão", diz o volante Ralf, o perseguidor de Ganso. "Temos de marcá-lo em cima, tentar evitar que a bola chegue e que ele possa munir os atacantes."

Ralf sabe do poder de decisão dos santistas e garante que a atenção dos defensores tem de ir além do craque Neymar. "Claro que ele exige muito respeito, muita cautela, só que o Santos tem muitos jogadores com capacidade de definir. Tem o Ganso, o Arouca, o Elano numa bola parada, o (Alan) Kardec, não trata-se só de Neymar."

E, como todos no grupo, jura que o time não adotará a postura de esperar ser agredido para contra-atacar. Ele quer a torcida junto, e não calada, no desespero. "Temos de jogar como sempre, marcando forte e buscando o gol. Nunca jogamos tentando defender pequena vantagem, buscar o gol é muito mais importante", endossa Paulinho, ciente de que não poderá se arriscar tanto. "Mas, se der para chegar uma ou duas vezes, vou lá."

Dúvida no ar. Uns prometem forte marcação e ousadia na frente, já Fábio Santos revela estar em dúvida de como a equipe deve se portar para evitar tragédia.

"Esse é o dilema, a gente não sabe se agride e fica mais exposto, ou na marcação e buscando o contragolpe", reconhece. "Mas já adquirimos um estilo que é o de ficar bem postado e explorar o jogador de velocidade. Devemos repetir", diz, não escondendo a aposta na defesa. "Sim, a classificação está nas mãos da defesa, já que, se não tomarmos gols, estaremos classificados."

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