China mostra força para Jogos de 2008

A China veio à Olimpíada de Atenas/2004 sem alguns de seus principais atletas, pensando mais em dar experiência a uma geração mais nova para estar no auge e ofuscar com seu brilho todos os adversários em seus Jogos de Pequim/2008. Ainda assim, só deverá perder no quadro geral de medalhas para os Estados Unidos, que caminham para sua 70ª, enquanto os chineses passam das 50. A curiosidade é tanta sobre a Olimpíada no país que foi fechado ao Ocidente por décadas, que pelo menos 500 jornalistas assinaram o livro de presença no escritório do Comitê Organizador de Pequim/2008, o BOCOG. Mas em dez dias mais de mil já passaram por lá, no Main Press Center, segundo Xue Shou-yuan, o responsável pelas Comunicações, que trabalha com três do atendimento à mídia.Verdade que muitos vão atrás dos pôsteres coloridos, ou de pins, ou mesmo de tirar fotos diante de um imenso painel com paisagens pintadas que já foi mudado três vezes. Mas a maioria - e são do mundo todo, segundo o já esgotado senhor Xue -, quer informações, material impresso. "Imaginar como tudo começou, há quatro anos... É um projeto que posso classificar como imenso", diz o senhor Xue. "Aqui em Atenas a experiência está sendo muito proveitosa. Por exemplo: descobri um serviço de intérpretes aqui no MPC, com 11 línguas. Vou sugerir para o Comitê Organizador. E que sejam pelo menos 15 em Pequim. Nós que estaremos à frente dos Jogos sabemos inglês, mas as pessoas das ruas podem não saber, como os motoristas de táxi."O país tem 1,3 bilhão de habitantes, com 17 milhões em Pequim, diz o senhor Xue. Os centros esportivos estão por toda parte, as crianças praticam esporte nas escolas. "Tênis de mesa então... Nas ruas, no campo. É muito simples para se jogar", fala, com gestos como se mostrasse uma mesa.O dirigente confirma que campeões não vieram para dar espaço para a nova geração ser preparada. "Mas não que não quiséssemos medalhas. Aliás, acho que passaremos Sydney/2000, o que é normal, não é?" É. Para a China. "Há equipes muito jovens, como da ginástica artística feminina, dos saltos ornamentais, que estarão muito fortes em 2008", assinala. Ninguém duvida. E cabe notar o fenômeno da força maior das mulheres asiáticas atletas sobre os homens: até o meio da tarde desta terça-feira, as chinesas tinham 32 medalhas contra 17 de seus companheiros - 14 de ouro contra oito.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.