China pede desculpa por briga com a seleção

Imprensa local critica a postura do técnico da equipe chinesa, que teria estimulado o tumulto no 3º amistoso com o Brasil

, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

CHINA

Um dia depois das agressões sofridas pelos jogadores do Joinville, que representaram a seleção brasileira, a Associação Chinesa de Basquete (CBA, na sigla em inglês) pediu desculpas pelo ocorrido no terceiro amistoso contra a China. "A associação pede desculpas aos brasileiros e para todas as partes envolvidas com o incidente que teve sérias consequências", disse Li Jinsheng, vice-presidente da CBA.

A confusão começou por uma falta não marcada para os anfitriões. Nervoso, o técnico Bob Donewald protestou e, na sequência, teve início uma troca de chutes e socos entre as equipes.

Os jogadores foram separados, mas, na ida ao vestiário, os brasileiros foram atacados novamente. Para Alberto Bial, treinador do Joinville, o responsável pelo tumulto foi Donewald. "Ele não estava suportando a pressão da partida. Com um minuto de jogo, levou duas faltas técnicas e foi excluído. E não saiu do banco porque estava como auxiliar técnico", disse Bial à TV Globo.

De acordo com integrantes da Liga Nacional de Basquete (LNB), que estavam com o grupo na China, a situação foi apaziguada após a partida e a delegação teve uma noite tranquila.

Já a imprensa chinesa ficou contra a própria seleção, segundo Luiz Felipe Azevedo, presidente do time de Vila Velha, que também está na China participando de um torneio internacional entre equipes. "As pessoas aqui dizem que a imprensa local está condenando a forma que o técnico deles se comportou. Além disso, o bloqueio do Shilton, que gerou toda a discussão entre o técnico da seleção chinesa e a arbitragem, está sendo considerado um lance de corta-luz, um choque corriqueiro do basquete", disse Azevedo à LNB.

A Confederação Brasileira de Basquete espera o grupo chegar - os jogadores desembarcam hoje em São Paulo - para investigar e tomar as medidas cabíveis.

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