China tentará sediar Olimpíada de Inverno de 2018

Cidade chinesa de Harbin, famosa pelo seu festival anual de esculturas de gelo, é candidata

Ian Ramson, Reuters

26 de dezembro de 2008 | 09h08

Quatro meses depois de organizar com sucesso a Olimpíada em Pequim, a China anunciou que vai tentar sediar os Jogos de Inverno de 2018 na cidade de Harbin. Capital da província de Heilongjiang, Harbin gastou 3 bilhões de iuanes em instalações para abrigar 4 mil atletas para os Jogos Universitários de Inverno, em fevereiro, e quer aproveitar o evento para sediar outras provas. "Se os Jogos Universitários de Inverno de 2009 forem aplaudidos por todos os convidados, isso vai aumentar nossa confiança e tentaremos sediar os Jogos Olímpicos de Inverno", disse o governador da província, Li Zhanshu, ao China Daily.Harbin era um enclave de imigrantes russos derrotados na Guerra Civil Russa (1917-1921), mas é mais famosa pelo festival anual de esculturas de gelo. A cidade tinha ficado entre as candidatas mais bem colocadas para os Jogos de 2010, mas Vancouver acabou ganhando. "Se não conseguirmos de novo nos Jogos de 2018, estamos determinados a conseguir os Jogos de 2022. É nosso sonho sediar as primeiras Olimpíadas de Inverno da China", disse Li, acrescentando que a aprovação final da candidatura terá de ser dada pelo Ministério dos Esportes chinês. Com cinco milhões de habitantes, a cidade compete com Munique, que se declarou candidata em dezembro do ano passado, e três cidades da França - Anecy, Nice e Grenoble. A Olimpíada de Pequim foi um sucesso para a China, apesar das várias preocupações, que iam desde a poluição do ar até o abuso aos direitos humanos, o que atrapalhou os organizadores às vésperas do evento. A China também vai sediar os Jogos Asiáticos de 2010, na cidade de Guangzhou, no sul do país.

Tudo o que sabemos sobre:
OlimpíadasJogos de Inverno

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.