Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

China ganha última prova e leva título geral do Mundial de Kazan

Chineses terminam competição com 14 medalhas de ouro 

Estadão Conteúdo

09 Agosto 2015 | 14h29

Com 14 medalhas de ouro, sendo 10 obtidas no nado sincronizado, a China conquistou o título geral do Mundial de Esportes Aquáticos de Natação. Os chineses deixaram para trás os EUA, campeões desde 2011, que ficaram com 13 medalhas douradas. Também no número total de medalhas a vantagem foi chinesa, por pouco: 34 a 33.

O título geral veio na última prova de toda a competição, a final do revezamento 4x100m medley feminino. As chinesas surpreenderam e venceram com 3min54s41, deixando para trás a Suécia de Sarah Sjöström (prata, com recorde europeu) e a Austrália de Bronte Campbell (bronze). Os EUA, com Missy Franklin e Jessica Hardy, ficaram fora do pódio.

Antes, numa das finais mais aguardadas do Mundial, Bronte Campbell levou a melhor na final dos 50m livre, prova que contou com a holandesa Ranomi Kromowidjojo (prata) e a sueca Sjöström (bronze). A mais velha das irmãs Campbell, Cate, terminou em quarto. Sjöström se despede de Kazan com cinco medalhas, sendo duas de ouro, nos 50m e 100m borboleta. Bronte Campbell foi ao pódio quatro vezes, sendo três no topo: 50m e 100m livre e o 4x100m livre. Sua irmã acabou ficando com apenas duas medalhas.

Outra colecionadora de medalhas em Kazan foi Katinka Hosszu. A húngara sobrou para faturar o ouro nos 400m medley, neste domingo. Chegou a nadar bem à frente da linha do recorde mundial, mas, com 4min30s39, sequer bateu o recorde do campeonato. Em Kazan, ganhou os 200m e 400m medley e ainda faturou o bronze nos 200m costas.

Num Mundial de praticamente nenhuma surpresa, ninguém esperava que Jennie Johansson, da Suécia, ganhasse os 50m peito, superando a jamaicana Alia Atkinson (que buscava ser a primeira negra a ganhar um ouro em Mundial), a russa Yullia Efimova e a lituana Ruta Meilutyte.

Outro russo que decepcionou foi Vladimir Morozov, que se despediu do Mundial sem nenhuma medalha em provas individuais - ganhou a prata no 4x100m livre. O velocista ficou em quinto nos 50m costas, prova vencida pelo canadense Camille Lacourt. Nos 400m medley, deu Daiya Seto, do Japão, seguido do húngaro David Verraszto e do americano Chase Kalisz. Na ausência de Sun Yung, que não apareceu para nadar, o italiano Gregorio Paltrinieri levou os 1.500m livre.

Por fim, os EUA venceram o revezamento 4x100m medley masculino, com um time composto por Ryan Murphy, Kevin Cordes, Tom Shields e Nathan Adrian. A Austrália chegou perto, a 0s15, porque Cameron McEvoy fez sua parcial de crawl em impressionantes 46s60.

QUADRO DE MEDALHAS

O Mundial de Desportos Aquáticos teve 75 provas, contra 46 dos Jogos Olímpicos. Na competição organizada pela Fina, foram distribuídas nove medalhas de ouro no nado sincronizado (contra duas na Olimpíada), sete nas maratonas aquáticas (duas na Olimpíada) e 42 na natação (34). No nado sincronizado, por exemplo, a Rússia ganhou oito medalhas de ouro, a China seis de prata e o Japão quatro de bronze. Na Olimpíada, teriam sido duas para cada país, apenas.

De qualquer forma, China e EUA tiveram quase o dobro de medalhas do segundo pelotão, formado por Austrália (18), Rússia (17), Itália e Grã-Bretanha (14). A Hungria somou 10. O Brasil, pelo número de medalhas de ouro, terminou na 13.ª colocação geral. Pelo total de medalhas, ficou empatado em 11.º.

Analisando apenas o quadro de medalhas da natação, os EUA levaram a melhor, com oito medalhas douradas e 23 no total. Uma queda significativa na comparação com o Mundial de 2013: 12 de ouro e 29 no total. Austrália e China cresceram na mesma proporção, ganhando 16 e 13 medalhas, respectivamente. Os americanos, entretanto, dependeram muito de Katie Ledecky. Eleita a melhor atleta do Mundial, ela ganhou quatro medalhas de ouro individuais, mais uma no revezamento.

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