Neto, jfneto@estadao.com.br, O Estadao de S.Paulo

20 de outubro de 2008 | 00h00

Amigos leitores, clássico de tirar o fôlego no Palestra Itália. Além de definir o futuro das duas equipes no Campeonato Brasileiro, havia o inevitável ingrediente da rivalidade. Poucas vezes vi um primeiro tempo com um número tão grande de lances polêmicos. Gol impedido, bola pingando em cima da linha, pênalti, brigas e discussões, além de cartões vermelhos. Só que o São Paulo foi muito mais eficiente e, jogando seu melhor primeiro tempo de todo o Brasileiro, chegou aos 2 a 0. E poderia ter sido até mais. Na frente, a movimentação rápida do Dagoberto arrebentou com a defesa do Palmeiras. Atrás, o goleiraço Rogério Ceni fez duas excelentes defesas e garantiu o zero do placar. Esse rapaz tem uma personalidade incrível. Bater pênalti com a perfeição que foi em outro grande goleiro como o Marcão não é pra qualquer um.* * * * *Já no segundo tempo, o Vanderlei Luxemburgo colocou o Denílson para dar mais mobilidade ao ataque verde. Nessa, o Kléber acabou ganhando mais liberdade e foi praticamente o responsável pelo empate. Fez o primeiro gol e criou com a garra de sempre muitas outras jogadas ofensivas. Só que, apesar de toda luta, o Verdão se mostrou muito desorganizado taticamente. Deveria, sim, ter tentado o terceiro gol a todo custo, já que o resultado de igualdade dentro de casa acabou sendo muito ruim para seguir lutando pelo título.* * * * *Quem se deu bem na rodada foi o Cruzeiro, que venceu bem o clássico contra o Atlético e assumiu a vice-liderança da competição. Pra falar a verdade, vejo hoje o time mineiro com mais chances de título que a dupla paulista Palmeiras e São Paulo. Só não consigo entender, sinceramente, porque um técnico de alto nível como o Adílson Baptista é tão perseguido por parte da imprensa mineira. Não sei qual o motivo. Fazer a equipe vice-líder com um elenco de jogadores tão jovens não é tarefa fácil. No mínimo esquisita essa carga tão grande de críticas.* * * * *Pouquíssimas pessoas acreditavam na recuperação do Santos nesse Brasileiro. Particularmente, pensava que se permanecesse o Leão ou o Cuca dificilmente o Peixe escaparia da Segundona. Aliás, se a grana não tivesse acabado o presidente Marcelo Teixeira nunca teria efetivado o Márcio Fernandes como técnico do time de cima. Só que, desde o momento em que foi dada a chance a ele, tive a certeza da volta por cima. Ele revolucionou a forma desse time jogar. A partir de agora, minhas dúvidas para o futuro na Baixada são as seguintes: será que, em vez de colocar os pés no chão, a diretoria vai tentar renovar o contrato do Pelé? Quem será o novo treinador que o digníssimo presidente vai contratar para pagar R$ 400 mil? Quanta vergonha!!! A torcida santista deveria apoiar mais o Márcio. E que ele possa continuar o trabalho no ano que vem. * * * * *Que emocionante foi a final do Mundial de Futsal, hein? Lances seguidos e gols chorados. E, pra nossa sorte, o Brasil ficou com a taça no final. Mais um ponto positivo para o Falcão, que é um verdadeiro Pelé da modalidade. O camisa 12 deveria ter inclusive um busto na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, onde joga e mora. Dificilmente alguém valoriza o futsal. Então quero aqui parabenizar a Topper por apoiar esses meninos desde o começo. COLABOROU RENATO NALESSO

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