Chuva encharca atletas e coloca público para correr em Londres

A chuva torrencial do verão de Londres - tão inevitável quanto os impostos e a morte, segundo um ditado - vitimou o segundo dia da Olimpíada, encharcando as ciclistas da prova de rua, golpeando os chapéus dos cavaleiros e atrasando o tênis em Wimbledon.

SARAH EDMONDS, Reuters

29 de julho de 2012 | 16h25

A chuva trouxe mais emoção à primeira medalha da Grã-Bretanha na prova feminina do ciclismo de rua, onde a pista escorregadia derrubou várias competidoras e quase tirou o ouro da anfitriã na tensa reta final.

A holandesa Marianne Vos ficou a menos de um segundo da britânica Lizzie Armitstead ao final da corrida de 140,3 km que começou e terminou no centro da capital.

"Lizzie correu um risco que valeu a pena, o mérito é dela. Não acho que alguém possa se ressentir de Vos por não vencer, elas correram sob uma chuva torrencial e em circunstâncias realmente difíceis, então palmas para todas elas", disse Dave Brailsford, técnico do ciclismo britânico.

Os jogos nas quadras descobertas de Wimbledon foram adiados em três horas e suspensos novamente menos de uma hora depois devido ao temporal que martelou a cobertura da Quadra Central.

"É uma pena, mas é Wimbledon. Vivemos aqui, sabemos o que esperar", disse o londrino Paul Foster, de 35 anos, abrigando-se na praça de alimentação do local.

Na Quadra Um, espectadores se espremiam debaixo de guarda-chuvas assistindo em um telão o britânico Andy Murray enfrentar o suíço Stanislas Wawrinka em sua partida de primeira rodada na Quadra Central.

Na disputa de hipismo, os cavaleiros foram açoitados por fortes ventos, que chegaram a derrubar uma TV de um suporte nas arquibancadas.

Depois que a amazona britânica Kristina Cook foi forçada a competir debaixo de chuva, raios ocuparam o céu e a presidente do painel de jurados, Anne-Mette Binder, ordenou uma interrupção dos procedimentos durante vários minutos.

"O tempo andava fabuloso nos últimos dias, porque tivemos chuva, chuva, chuva o verão inteiro", disse a espectadora escocesa Kristine Hynd.

O vento sacudiu partes soltas das tendas onde o júri de três membros observava o desempenho dos cavalos, e equipes correram em mais de uma ocasião para fazer reparos.

"Estou acostumada a cavalgar na chuva", disse Cook. "Mas quando o telhado dos juízes voou longe, torci para que o cavalo não se assustasse com o barulho."

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