Chuva, provocações ao Fenômeno e casa cheia no Maracanã

A rivalidade e as provocações prometidas pela torcida do Flamengo a Ronaldo foram guardadas para a noite de ontem, durante o jogo. Mas a estada do Corinthians no Rio foi bem mais tranquila do que a própria diretoria corintiana imaginava. Não houve nenhum incidente no hotel em que a delegação ficou hospedada, em Copacabana, na zona sul do Rio, nem durante o clássico no Maracanã.

BRUNO LOUSADA e BRUNO BOGHOSSIAN / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

Desde a chegada da equipe alvinegra à cidade, na terça, a expectativa era de que os torcedores do Flamengo antecipassem o clima da batalha e até tentassem atrapalhar o sono dos rivais, fazendo barulho nos arredores da base alvinegra durante a noite. Outra preocupação era o assédio a Ronaldo, que viajou um dia antes de seus companheiros e evitou a imprensa no Aeroporto Santos Dumont. Nada, porém, ocorreu.

Até o presidente do clube, André Sanchez, e o técnico Mano Menezes puderam deixar o prédio com tranquilidade, mas não se deixaram enganar pelo clima de paz antes da partida. "Claro que vai haver provocação no jogo. Os flamenguistas são maioria aqui", afirmou Sanchez.

Realmente houve algumas provocações a Ronaldo, o alvo predileto dos torcedores rivais - em 2008, o Fenômeno se tratou de lesão na Gávea, mas acabou acertando com o Corinthians.

Por R$ 30 para cada um, quantia paga por um torcedor, seis travestis que diziam ser as "Ronaldetes" se deslocaram para os arredores do Maracanã, a fim de recepcionar o craque na chegada do Corinthians ao estádio. Os travestis, no entanto, nem entraram no estádio. Quando a bola rolou, a torcida do Flamengo continuou pegando no pé do artilheiro com músicas ofensivas, vaias e xingamentos.

A forte chuva no Rio prejudicou o público e o jogo, mas não estragou a festa. /

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