Ciclismo: Copa América traz atrações

Luciano Pagliarini é um dos destaques da II Copa América de Ciclismo, prova que terá 300 ciclistas do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Estados Unidos, a partir das 9h20 deste domingo (o ingresso pode ser trocado por um quilo de alimento não perecível), na pista do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Globo. André Luiz Grizante, de São Caetano do Sul, vai defender o título de campeão conquistado no ano passado. Além de Pagliarini, a prova também terá um outro ciclista que está competindo na Itália, Murilo Fischer, da Cadore.Outras atrações são Nilceu Aparecido dos Santos, Márcio May, Rodrigo Brito e Hernandes Quadri Júnior, da Memorial/Santos; Cássio de Paiva, Daniel Rogelin, Renato Seabra e José Aparecido dos Santos, da Caloi; Jean Carlo Coloca, do São Caetano; e Hamilton Fernandes Souza, da SAP São Lucas Americana.Com 42 quilômetros de extensão, a prova distribuirá R$ 16 mil em prêmios, sendo que o vencedor ganhará R$ 5 mil. A entrada do público no autódromo é gratuita.Primeira competição oficial de 2002, a prova marca a estréia de atletas em novas equipes. O catarinense Daniel Rogelin, por exemplo, volta à Caloi, depois de defender a Memorial/Santos. Ele substituirá Murilo Fischer, que se transferiu para a equipe Cadore, da Itália. Para o lugar de Rogelin, a Memorial contratou o brasiliense Rodrigo Brito, ex-Vega/Londrina.Os participantes esperam grande equilíbrio. Afinal, como primeira competição da temporada, os atletas ainda estão sem ritmo. "A grande certeza que todos têm é de que a Copa América é uma prova aberta sem grandes candidatos à vitória", acredita o paulista Renato Seabra, de 23 anos, que decidiu trocar de vez o mountain bike, esporte em que participou da Olimpíada de Sydney, pelo ciclismo. "Ninguém está 100% fisicamente, mas todos vão tentar compensar o problema com muito esforço e vontade."O técnico José Fernandes, da Caloi, ainda não definiu a tática da equipe. "Vamos reunir todo o grupo e conversar com os atletas", diz o treinador, que acompanha a preparação dos ciclistas à distância. "Acho que o vencedor sairá apenas no sprint, mas sempre há a possibilidade de alguém tentar uma fuga."Para o catarinense Márcio May, da Memorial/Santos, a mudança de percurso do Parque Villa Lobos para o Autódromo de Interlagos foi boa. "Vai ser uma prova bem seletiva porque o novo circuito tem um pouco de subida e, assim, os atletas mais bem preparados devem levar vantagem", acredita o ciclista, de 29 anos, medalha de bronze no Pan-Americano de Winnipeg, em 1999.Sprint - Para o técnico Cláudio Diegues, da Memorial, a competição será decidida apenas no sprint. "Vamos trabalhar principalmente para a reta final", diz o treinador, que também reunirá o seu grupo completo apenas na véspera da competição. "Como a prova é curta e o circuito mais duro, o grande problema é o sprint, que é o mais provável que aconteça. Apesar disso, o Márcio May e o Hernandes devem tentar atacar para abrir fuga."Todos os Estados brasileiros estarão representados na competição, já que os organizadores resolveram convidar um atleta de cada uma das federações.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2002 | 11h13

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