Washington Alves/Inovafoto/COB
Washington Alves/Inovafoto/COB

Ciclismo de pista mira 10 medalhas no Pan após levar três no Chile

Confederação quer evitar vexame de Londres, quando País não teve nenhum representante na modalidade

Nathalia Garcia, enviada especial, Agência Estado

18 de março de 2014 | 14h01

SANTIAGO - Sem representantes no ciclismo de pista na Olimpíada de Londres, em 2012, o Brasil ligou o alerta para os Jogos do Rio. Para formar uma equipe de alto nível e competitiva, alguns atletas brasileiros foram escolhidos para fazer um intercâmbio no Centro Mundial de Ciclismo da União Ciclística Internacional (UCI), na Suíça. O grupo também ganhou o acompanhamento do neozelandês Tim Carswell como supervisor técnico da seleção.

Com apenas o 25.º lugar no ranking por equipes da modalidade, o Brasil tem uma longa caminhada para conseguir a classificação olímpica. O treinador Emerson Silva fala em um trabalho de "formiguinha" para pontuar nas competições e acredita que a ida para Europa ajuda a acelerar o processo evolutivo brasileiro. "Começamos a disputar a classe três (que dá menos pontos que a dois e a um) e estamos indo gradativamente para os atletas se sentirem mais confortáveis e estarem prontos quando pegarem uma prova importante", explica.

Depois das medalhas de bronze conquistadas pela equipe masculina, pela feminina e por Flávio Cipriano na prova de velocidade individual nos Jogos Sul-Americanos, o técnico espera colher resultados melhores nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. "Acredito que a gente fecha o Pan em torno de 10 medalhas. Para nós, vai ser um salto muito grande até em relação à modalidade", projeta.

A ideia é expandir o programa de intercâmbio nos próximos meses para atletas do ciclismo BMX, de estrada e também da categoria júnior. Além de buscar o desenvolvimento da base, Emerson explica que o trabalho com os mais jovens é uma forma de evitar envolvimento com substâncias proibidas e escândalos por doping. "A gente tem trabalhado com atletas jovens até para não ter esse problema. Tem pessoas que buscam de qualquer maneira diminuir o caminho em qualquer esporte, mas acho que a gente vem trabalhando certo, testando todos os atletas", afirma.

No Chile, o ciclismo brasileiro totalizou 11 medalhas. Renato Rezende garantiu um ouro e uma prata para o BMX, Henrique Avancini subiu ao lugar mais alto do pódio no mountain bike, enquanto Rubens Donizete e Raíza Goulão ficaram com as pratas. Na estrada, Murilo Affonso e Fernanda Souza garantiram as douradas e Clemilda Fernandes o bronze. As três obtidas na pista completam a lista.

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