Ciclismo do País tem casos de doping

Doping no ciclismo não é novidade. Aliás, os escândalos somam-se ano a ano, Volta após Volta, da França, da Itália, da Espanha... O norte-americano Lance Armstrong ganhou três vezes a Volta da França sob suspeitas de doping (que nunca se confirmaram). A cada famosa prova européia surgem novos casos. O mais recente deles, o do campeão olímpico, o alemão Jan Ullrich, que teve resultado positivo em controle antidoping e confessou ter usado anfetaminas. O doping chegou ao Brasil e a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) aguarda relatório da União de Ciclismo Internacional (UCI), em 15 dias, para divulgar, oficialmente, a lista de cinco envolvidos.Apesar de a CBC não confirmar, as federações já foram notificadas, assim como os atletas, que estão suspensos, temporariamente, das competições e não correram, nesta terça-feira, na Prova Ciclística Internacional 9 de Julho: Daniel Rogelin, da Caloi, Nilceu Aparecido dos Santos, da Memorial (foi o campeão da prova em 2001), Evandir de Souza, da Cannondale, equipes de São Paulo; Carlos Mello e Jeferson Miziaki, ciclistas que competem pelo Paraná.Os controles antidoping, com resultados positivos para substâncias que contêm hormônios - os nomes não foram revelados, com exceção de Miziaki, que seria um caso de doping mais leve -, foram realizados durante a Volta do Rio, em maio. As amostras de urina foram analisadas pelo laboratório canadense de Quebec, um dos centros credenciados pela UCI. "Em 15 dias devemos ter o anúncio dos casos, mas os ciclistas estão, por enquanto, temporariamente suspensos das competições", confirmou Bruno Caloi, presidente da CBC. Os dirigentes não sabem a punição que os ciclistas podem receber, mas a suspensão máxima é de dois anos.Cláudia Carcerone, que agora usa o sobrenome Saintagne, do marido francês Christophe, que é técnico da seleção de ciclismo da França, disse que o doping na Europa é comum e as punições brandas demais, o que, inclusive, é um estímulo ao doping. "Eles ficam suspenso 15 dias, seis meses, o que até é um descanso para um profissional, e voltam como se nada tivesse acontecido."Cláudia, que completa 40 anos em novembro, vive há dez na França, em Montry, cuida do filho Julian, de 9 anos, e compete nos fins de semana. Nesta terça-feira, ela comemorou a vitória na elite feminina da 9 de Julho, pela equipe Meaux, com o tempo de 1h04s25.

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